Índice

Textos Ensino Fundamental I | download dos textos em pdf

Amanda Barcellos | Ariel Menezes Fornasier | Cristiane Patrine Zang de Mello | Taís Cristiane de Souza

Relatos Ensino Fundamental I | download dos textos em pdf

Amanda Barcellos | Ana Luísa Beza Ferrão | Andressa Anselmo Quines | Ariel Menezes Fornasier
Cristiane Patrine Zang de Mello | Eduarda Bentz Prudente | Giovana Lemos | Giovani Friedrich | Mariana Rocha
Naiara Daiane de Andrade | Pedro de Gil Reis de Sá | Taís Cristiane de Souza | Valentina N. Oliveira

Textos Ensino Fundamental II | download dos textos em pdf

Andressa Vargas e Camila Niches | Dhyoni Patrick Ferraz Vieira | Franciele Barreto | Luana Lidiele Esteves Leal
Mariane O. Ribeiro e Pâmela de Marchi | Régis Lucas Martins | Tauana Souza Rech e Jenifer Silva Severo
Thauan Cândido de Jesus Fontela | Verônica Andrea da Silveira

Textos Ensino Médio | download dos textos em pdf

Ana Paula Radünz Vieira | Anna Paula Bennech | Augusto Wankler Hoppe | Bernardo Almeida Machado | Brenda Ritta Zeferino
Bruna Gonçalves Aguiar | Carlos Eduardo Edinger | Carolina Kerber | Cristofer William da Silva Folchini | Diane Pereira Silveira
Douglas de Quadros da Silva | Eduardo Osório Rizzati | Felipe Ourique de Mello | Gianpierre da Rosa Alexandre
Guilherme Zollim Franco | Henrique Keller | Isadora Paiva | Janaína Tatim | João Henrique Muniz Conte | João Henrique Oliveira
Karine Ribeiro Morche | Kenya Venusa Lampert | Lucas Martins da Rosa | Lucas Soares Plentz | Maithe Antonello Ramos
Marcell Machado Cipolatt | Matheus Senna | Nathan Leão Peixoto | Otávio de Macedo Menezes | Paulo Victor Panazzolo
Ricardo Vivian | Rudá Pellini Farias | Thiele Marangon Vidal | Thomas Amaral Berquó | Tiago de Souza Basso
Vicente Rodrigues Marczyk | Yuri Lima Pereira

Relatos Ensino Médio | download dos textos em pdf

Alexia Biasibetti | Ana Paula Radünz Vieira | Anna Paula Bennech | Augusto Wankler Hoppe | Aurora Duarte Morossino
Bernardo Almeida Machado | Brenda Ritta Zeferino Bruna Gonçalves Aguiar | Carlos Edinger e Isadora Paiva | Carolina Kerber
Cristofer William da Silva Folchini | Diane Pereira Silveira | Douglas de Quadros da Silva | Eduardo Osório Rizzati
Felipe Ourique de Mello | Gianpierre da Rosa Alexandre | Guilherme Zollim Franco | Henrique Keller | Janaína Tatim
João Henrique Muniz Conte | Karine Ribeiro Morche | Kenya Venusa Lampert | Lucas Martins da Rosa | Lucas Soares Plentz
Maithe Antonello Ramos Marcell Machado Cipolatt e Matheus Lima Senna | Nathan Leão Peixoto | Otávio de Macedo Menezes
Paulo Victor Panazzolo | Ricardo Vivian | Rudá Pellini Farias | Thiele Marangon Vidal | Thomas Berquó e Lucas Plentz
Tiago de Souza Basso | Vicente Rodrigues Marczyk | Yuri Lima Pereira e João Henrique de Oliveira

Textos e Relatos dos Professores

Carolina Mendes de Oliveira e Taciana Nunes de Azevedo
Dayanne dos Santos
Letícia Luconi
Marelise Reis
Nei Alberto Pies

Amanda Barcellos

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

"LUANA E A FILOSOFIA SECRETA"

Luana é uma menina filósofa que é amiga e adora aventuras. Um dia Luana estava em sua casa pensando e imaginando o que ia fazer.

- Luana!

- O que é mãe.

- Filha hoje a mãe vai lá no centro e você vai ficar em casa sozinha.

- Tá mãe.

- Não abre a porta para ninguém, tá?

- Tá mãe.

- Beijos, tchau, estuda.

- Tá.

Luana estava com fome e no mesmo instante que foi abrir a geladeira, bateram na porta. Luana sabendo que não era para abrir a porta olhou pelo olho mágico e viu que era um velho senhor de chapéu estrelado e roupa estrelada.

A Lu, como a chamavam, disse ao senhor:

- Senhor o que quer?

Ele não respondeu e num clarão de luz ela e o senhor desapareceram. Luana perguntou o que houve, mas ninguém apareceu. De repente um elfo apareceu e falou para ela aqui é ELFO o mundo mágico e filosófico. Luana ficou surpresa e falou: - Quero conhecer este lugar. E o elfo falou: - Você só entrará se for uma pessoa justa e honesta. Luana conseguiu entrar no portal. E depois de ter ido a Elfo encontrou várias coisas no lugar em uma caverna sombria. Na caverna sombria havia uma fada protetora chamada EMI, e Lu perguntou: - Posso entrar?, e a fada disse:

- Você pode, mas antes precisa encontrar a fada BORRA BORRA.

Luana falou: - Você poderia me dizer onde fica?, e a EMi respondeu que ela deveria descobrir. Luana passou por varias coisas estranhas e disse: - Que coisa boba isso tá tudo borrado de tinta! Então Luana se deu conta que era a casa da fada BORRA BORRA e falou: - Borra borra cadê você eu vim aqui para te ver!? Borra borra falou: - O que quer, menina? E Luana falou: - Quero que venha a caverna comigo e a fada falou: - Vou Lu, vamos lá. Luana chegou a caverna e deu Borra borra as suas mãos e falou que a fada tinha deixado. A entrar lá elas desapareceram em um clarão com um baú.

– Mãe!

- Lu, onde você estava menina?

- Mãe se eu contar você não vai acreditar.

E a Luana foi para o seu quarto e abriu o baú. – Nossa aqui tem o nome de vários filósofos e suas histórias sobre justiça e injustiça.

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Ariel Menezes Fornasier

E.M.E.F. 5 de Maio – 5ª série

"LIBERDADE, RESPONSABILIDADE E JUSTIÇA: AS PALAVRAS QUE ANDAM JUNTAS"

Com liberdade, responsabilidade e a justiça podemos construir uma sociedade mais justa. Mas para que isso aconteça o nosso mundo deve melhorar, mas melhorar como?

Melhorar com as atitudes das outras pessoas, mas como melhorar as atitudes das outras pessoas?
Podemos melhorar as atitudes das outras pessoas com uma idéia bem simples. Por exemplo: Uma pessoa ajuda três pessoas e em troca desta ajuda essas pessoas têm que ajudar outras três pessoas, e como pagamento dessa ajuda elas têm que pedir o mesmo para cada uma destas três pessoas. Essa é uma das minhas idéias.

A minha outra idéia é que se o salário fosse mais alto e houvesse mais empregos e, então, não haveria pessoas passando fome ou roubando para sobreviver. Mas também tem que haver melhorias na saúde pública, para diminuir a taxa de pessoas mortas nos hospitais públicos.

E por último, o estudo, porque as pessoas que têm bom estudo têm tendência a serem grandes; grandes não no tamanho, mas sim no seu potencial. Também podem ser pessoas que poderão fazer a diferença não só no país em que vivem, mas sim, no mundo.

É por isso que existe a LIBERDADE para ser usada para tomarmos decisões, a RESPONSABILIDADE para que sejamos responsáveis pelo que fazemos e a JUSTIÇA que seja justa para todos.

Essas são as minhas idéias.

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Cristiane Patrine Zang de Mello

E.M.E.F. 5 de Maio – 5ª série

É POSSÍVEL UMA SOCIEDADE JUSTA?

Para termos uma sociedade justa, temos de corrigir nossos erros, temos que tentar fazer coisas certas, não só para nós, mas para todos aqueles que se preocupam com as pessoas. Para ter uma sociedade justa, temos de ser amigas e amigos e temos de gostar um dos outros, assim como Deus gosta da gente. Para nós sermos felizes, basta sermos gentis, amorosos e legais com qualquer pessoa, mesmo que nós não conheçamos. Temos que cumprimentar para sermos cumprimentados, e se um dia gostarmos de alguém e essa pessoa nos fizer sofrer, então deixemos nos olhos uma lágrima, e nos lábios um sorriso para se viver.

É possível termos uma sociedade justa, porque nós temos de gostar de todos por mais que eles não sejam perfeitos e na realidade, ninguém é perfeito. Eles são pessoas iguais a nós. Para termos amigos, não temos que dar presentes para eles serem o nosso amigo. Nós temos que ser o que somos para conquistar os outros, mas não nos passar por outra pessoa, só para conquistarmos outras amizades.

Temos que ser sinceros e agradecidos pelo que nós somos e pelo o que nós decidimos. Para termos uma sociedade justa temos que assumir os nossos atos, e sermos felizes ajudando os outros a serem felizes também. Tudo o que nós fazemos é para o bem das pessoas que são infelizes e que agora serão felizes.

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Taís Cristiane de Souza

E.M.E.F. 5 de Maio – 5ª série

É POSSÍVEL UMA SOCIEDADE JUSTA?

Sim, se colocarmos nossos conceitos em jogo, não manipulando a consciência das pessoas ao redor, já é uma forma de melhorar o ambiente, ou seja, nossa sociedade.

Nem todos têm a mesma visão ou personalidade, todos têm um olhar da realidade diferente. Cada um carrega consigo sua coerência, dignidade e sabedoria. Juntando as idéias de todos podemos chegar a uma conclusão. Podemos valorizar a quem somos e o que é que queremos na sociedade. Não adianta ficar sentado olhando televisão, pesquisando na internet ou lendo jornal, esperando a injustiça e as coisas más baterem em nossas portas. Devemos buscar a justiça dando o melhor de nós, ou seja, acreditando que somos capazes de servir de exemplo para as pessoas que nos cercam.

Se erramos, por um argumento inconseqüente, não iremos a lugar algum. Pense nisso, e faça o que deveria ter feito há muito tempo, a sua parte.

Aja com consciência e encorajamento, pois é mais um caminho percorrido ou uma batalha que podemos ganhar unidos.

Vá adiante antes que não haja jeito de melhorar.

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Amanda Barcellos

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) O meu colega I. perdeu seu PLP e a professora falou para todos procurarem em suas mochilas e depois um colega foi ao banheiro masculino e achou o PLP com o M. jogando.

2) Você acha que foi justo ou injusto?

É possível ter um Mundo limpo?

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Ana Luísa Beza Ferrão

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) Foi uma injustiça quando a M. pegou meu estojo de lápis igual ao dela e trocou o material. Só que no outro dia eu percebi que ela trocou e daí peguei de volta.

2) Você acha que o mal pode morrer? Por quê?

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Andressa Anselmo Quines

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) Foi injusto quando eu e minha irmã e minha amiga B. fomos excluídas da lista de amigos da J., A, Y. e Y.

Eu estava com a B. e minha irmã e a gente passou pelo pátio do nosso prédio, nós acenamos para as outras gurias e elas fingiram que não viram. Desde esse dia elas nunca mais falaram com a gente e também nem brincaram. Então elas começaram a bater boca com a gente sempre que nós nos víamos. Elas faziam pegadinhas de mal gosto para nós. Mas um dia fizeram uma muito ruim e nossas mães falaram para a gente fazer as pazes. Nós fizemos as pazes e elas falaram que não são mais nossas amigas porque a gente gosta de brincar e elas já estão afim de namoro.

Dessa história sempre penso que só porque elas não querem mais brincar com a gente não quer dizer que nós não podemos mais ser amigas.

2) É possível fazer um Mundo melhor?

É possível viver sem drogas?

É possível fazer um Mundo sem drogas?

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Ariel Menezes Fornasier

E.M.E.F. 5 de Maio – 5ª série

1) Foi injusto quando eu vi na televisão uma empregada batendo em uma criança de apenas 2 anos de idade. Mas como a casa em que a empregada trabalhava havia câmaras escondidas, desde então a empregada foi punida. E eu achei que foi justo a punição que a empregada teve.

2) Poderia haver pessoas que não fossem agressivas e destrutivas que usam o poder que tem para acabar com a paz das outras pessoas?

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Cristiane Patrine Zang de Mello

E.M.E.F. 5 de Maio – 5ª série

1) Tudo começou quando meu pai se foi eu tinha um irmão e minha mãe xingava eu porque ele era mais novo. Eu acho que o que ela fazia era injusto porque não é só porque ele é mais novo ele não deve levar xingão e apanhar.

Tudo tem que ser igual para alguns irmãos.Por exemplo: Se um dos meus irmãos esta brigando comigo e eu dava nele e ela dava em mim, os dois tem que ter a mesma lição, isto é que é ser justo.

2) É possível ser justo com os outros?

Ser justo é falar a verdade. Fazer o que falar e respeitar todas as pessoas mesmo que não seja um conhecido, por exemplo: se uma pessoas faz mal para outra pessoa essa pessoa não deve fazer igual porque esta indo no caminho errado.

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Eduarda Bentz Prudente

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) INJUSTIÇA: Quando minha mãe chega do trabalho braba e desconta em mim; isso é muito irritante, pois tu (você) não fez nada.

JUSTIÇA: Quando fui no cinema e um senhor estava pegando a pipoca deixou R$150,00 no balcão eu vi o dinheiro e eu devolvi.

2) O mundo poderá viver muito tempo? Por quê?

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Giovana Lemos

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) Foi injusto quando eu ganhei um celular que meu dindo me deu, depois ele pegou para ele, depois ele deu para minha vó.

2) Você acha justo uma cidade limpa? Por quê?

Você acha justo meu irmão se passar por outro? Por quê?

Resposta: Não, porque é errado se passar por outra pessoa.

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Giovani Friedrich

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) Foi injusto quando eu joguei umas duas horas no pc e fui pra aula. Aí eu voltei da escola e meu irmão tava jogando por umas 5 horas e não me deixou jogar.

2) Você acha isto justo? Por quê?

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Mariana Rocha

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) Eu achei injusto quando minha mãe me botou de castigo por uma coisa que eu não tinha feito. Eu estava no handebol jogando e eu estava cansada de ser goleira, então eu pedi para não ser goleira e minha colega ficou braba. Então ela não me deixou brincar com a bola dela e eu não queria mais ser amiga dela e quando minha mãe falou para mim ser amiga dela eu não queria ser, e ela ficou braba por eu ficar braba. E minha colega fingiu que queria ser minha amiga para a mãe dela não ficar braba com ela. Mas ela não queria ser minha amiga e ela sabia que eu ia dizer que não queria ser amiga dela.

2) Você acha justo uma pessoa ser culpada por aquilo que ela não fez? Por quê?

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Naiara Daiane de Andrade

E.M.E.F. 5 de Maio – 5ª série

RESPONSABILIDADE, LIBERDADE E JUSTIÇA SÃO AS PALAVRAS-CHAVE PARA UM MUNDO MELHOR

Para termos umas sociedade justa precisamos ter: responsabilidade, liberdade e justiça. Acho que essas três palavras são as mais importantes para acontecer o melhor para o nosso mundo.

Mas tem mais uma palavra que acho a mais importante que é o pensamento, porque pensar é a importância da vida. Por exemplo: estou no meio da multidão e escolho uma pessoa para ser meu amigo(a); eu vou olhar para essa pessoa com outros olhos, aquela pessoa vai ser destacada nessa multidão. E se eu não pensasse naquela pessoa, ela seria só mais uma na multidão. Agora vou falar um pouco sobre liberdade, responsabilidade e justiça.

Acho que a liberdade é muito importante, porque sem nossa liberdade não poderíamos escolher as coisas que vamos levar para a vida inteira.

Responsabilidade também é muito importante, porque sem ela não íamos poder cuidar do nosso mundo.

Justiça é a palavras mais forte. Justiça é sempre o que as pessoas fazem de bom.

E aí gostou do meu texto? Eu gostei muito, aprendi várias coisas novas.

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Pedro de Gil Reis de Sá

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

1) Foi injusto quando o meu irmão ganhou uma caneta e uma lapiseira e eu não ganhei nada.

Foi justo quando eu nasci.

2) Será que você acha justo que uma pessoa que está do lado de uma pessoa ganhar uma coisa e a outra não dar para a pessoa que está do lado?

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Taís Cristiane de Souza

E.M.E.F. 5 de Maio – 5ª série

1) Tudo parece ser justo, mais existe coisas de extrema injustiça. Tipo casos de brigas sem sentido, sem que a pessoas tenha feito nada de errado. Esse caso aconteceu comigo, um grupo de garotos viviam falando que iam me pegar, por caso de intrigas absurdas, sem moral, com nenhum sentido. Só que quando eu perguntava se era verdade o que a pessoa falou, a pessoa negava. Então eu via que era apenas motivo de quem não tinha nada para fazer. Caso injusto.

2) Tem gente que faz a sua parte, precisamos de todos. O que fazer sobre casos de tragédias e acidentes?

Podemos prestar atenção nos relatos de hoje em dia e ver que é possível mudar acidentes e tragédias usando a consciência e a sabedoria de adquirir formas de atenção e respeitar normas pessoais ou públicas.

A justiça não é dar o troco, mas sim ajudar as pessoas amigas e inimigas a se conscientizar apesar de sermos unidas ou desunidas!

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Valentina N. Oliveira

Colégio Santa Dorotéia – 4ª série

Tudo começou quando meus pais se separaram, quando minha mãe disse que estava grávida. A bolsa da minha mãe estourou, fiquei até o natal na incubadora com problemas respiratórios e abri meus olhos quando estava saindo do hospital (meu pai nem foi me ver nem quando saí nem quando cheguei). Quando minha mãe foi me levar para casa, fiquei preta de não conseguir respirar e voltei para o hospital passei também o ano novo na incubadora. Cheguei em casa na primeira semana depois que meu avô morreu. (Cabia na palma da mão do meu pai.)

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Andressa Vargas e Camila Niches

Colégio Kennedy

Atualmente a ganância predomina muito na vida das pessoas e como conseqüência disso, as pessoas acabam cometendo injustiças e se tornando egoístas. Outro ponto dessa questão vai da individualidade e da personalidade de cada um.

Pensamos que o fato do individualismo das pessoas as tornam injustas, por não pensarem nas conseqüências de seus atos refletiram na vida das pessoas que as rodeiam. E o meio em que vivemos e a mídia influenciam cada vez mais.

No mito “O Anel de Giges”, de Platão, Giges encontra um anel no qual ele pode usar quando quiser ficar invisível. No inicio do texot, Giges aparenta ser um homem honesto, mas depois que achou o anel, o poder subiu a sua cabeça e como poderia ficar invisível seqüestrou a rainha e matou o rei do qual Giges prestava serviços.

Pensamos que o mito é um exemplo de que a ganância leva a injustiça, apesar de ser em forma de mito, não está muito longe da realidade, não só a ganância predomina como também o egoísmo e isso reflete na nossa vida e nas nossas atitudes.

Pensamos que é muito difícil na hora de tomar certas atitudes, pois o que pode ser justo para você, pode ser injusto ao próximo, antes de cometer algum ato, deve-se colocar no lugar da pessoa e pensar se isso também seria justo a ela, sempre pensando bem antes de tomar atitudes e sempre respeitando o próximo, pois pensamos que isso sim é justiça.

No fato de um mundo mais justo acreditamos sim que seja possível, mas não é fácil. Mas quem comete justiça e injustiças somos nós.

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Dhyoni Patrick Ferraz Vieira

Colégio: La Salle Esmeralda

Violência e Drogas

Atualmente a violência e as drogas são os maiores problemas para o nosso mundo. Se pararmos para pensar concluiremos que todos devem cooperar ajudando as pessoas que se entregam no vício. Hoje em nosso mundo os viciados tomam conta, rola drogas para todo lado e é claro, onde tem droga tem violência. A droga gera a violência, para compreender isso basta lembrar da relação existente entre o trafico de drogas e as armas. Se há tráfico, há armas, e quando há armas acontecem mortes.

O Brasil é um dos paises que mais sofrem com a violência relacionada ao tráfico de drogas e com isso estamos perdendo muitos trabalhadores e pessoas inocentes.

A nossa sociedade tem culpa nisso, se cuidássemos melhor de nossos filhos eles não iriam parar nas ruas. Em minha opinião, não deveríamos virar as costas para os viciados, e uma maneira de cooperar é formando ONG’s. Temos ONG’s que ajudam muitos dependentes, e eles conversam sobre seus vícios e dessa forma acabam por convencer-se que as drogas leva-os ao fundo do poço.

Muitos viciados chegam a roubar seus familiares, roubam os móveis, “tv” e “dvd” de casa, roupas do varal de vizinhos, fazem de tudo para sustentar seu vício, chegam até ao ponto de trabalhar no tráfico para ter sua droga.

Vamos nos conscientizar no que vamos fazer antes de usar drogas. Vamos pensar melhor, pois as drogas são o passaporte para a cadeia ou até para a morte. Droga é a destruição de um ser humano.

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Franciele Barreto

E.M.E.F. 5 de Maio

É possível uma sociedade justa?

A sociedade para ser justa depende de todos nós. Todos devemos fazer a nossa parte, pois é fazendo a nossa parte que teremos uma sociedade justa.

Depende de todos nós para a sociedade ser justa. Temos que agir com responsabilidade ao tomar nossas decisões ou ao fazer algo, para não sermos injustos com nenhuma pessoa.

Muitas pessoas sonham com um futuro melhor e com uma sociedade justa para todos nós, mas não adianta apenas um pessoas fazer a sua parte se as outras não colaboram, depende de todos nós e não depende de uma pessoas apenas.

Nós todos devemos se ajudar uns aos outros, para que no futuro nossos filhos, netos, bisnetos, afinal, todos os nossos descendentes tenham uma sociedade justa para ser vivida.

Mas nós todos temos que fazer o bem e não o mal para se ter uma sociedade cada vez mais justa e para depois não se arrepender, pois a vida que a gente quer, depende do que a gente faz!

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Luana Lidiele Esteves Leal

E.M.E.F. 5 de Maio

É possível uma sociedade justa?

Com certeza! A sociedade que queremos depende do que a gente faz. Como assim? A sociedade que queremos depende do que a gente faz? A gente só vai poder saber se é possível uma sociedade justa quando começarmos a praticar a justiça na nossa comunidade. O que é realmente uma sociedade justa? Uma sociedade justa é quando há respeito, compreensão, amor, igualdade, companheirismo, educação, carisma e ética. A sociedade é composta por um conjunto de pessoas que devem ter respeito um pelo outro.

O que é ter respeito? O que é respeito? Ter respeito é saber respeitar a liberdade do outro, mesmo sabendo que talvez a liberdade do outro vai atrapalhar a minha liberdade, e ensinar o outro que a liberdade dele começa quando a minha liberdade termina, e que minha liberdade começa quando a liberdade dele termina.

O que é respeito? Respeito é uma palavra que possui várias alternativas de resposta. Cada pessoa tem sua opinião sobre o que é respeito, por isso não podemos julgar opinião do outro porque achamos que só a nossa opinião é correta.

Seria justo eu dizer o que é respeito e obrigar os outros a concordar comigo mesmo sabendo que existem vários tipos de respeito? O que eu e você podemos fazer para tornar a nossa sociedade justa? Será que é brigando? Ou será que é respeitando, sendo honesto e principalmente sendo justo com todos?

Respeitar, ser honesto e ser justo é nosso dever como ser humano. E é respeitando que seremos respeitados. Ajude a nossa sociedade a ser mais justa, respeite e serás respeitado. A nossa sociedade precisa ser mais justa e ela só vai conseguir ser mais justa se ajudarmos ela. Faça por amor não por obrigação. E também é um dever nosso fazer a nossa sociedade ser mais justa. Eu ajudo e continuarei ajudando, e você está ajudando? Se não estiver, comece agora a ajudar. Se você vai ajudar, outras pessoas também irão lhe ajudar quando você precisar.

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Mariane O. Ribeiro e Pâmela de Marchi

Colégio: La Salle Esmeralda

Um mundo justo é possível?

Muito se tem perguntado: Como construir uma sociedade mais justa? Na minha opinião o poder público deve participar mais ativamente no planejamento familiar, orientando a construção de um mundo melhor.

Acredito que o governo deve estimular as pessoas a fazerem o planejamento familiar, Penso que o controle da natalidade deveria ser estimulado principalmente entre as famílias com menos condições. A maior parte da população carente cresce mais dos paises ricos porque não conhecem os métodos anticoncepcionais. As pessoas deveriam se conscientizar acerca das responsabilidades que envolvem a criação de um filho, conscientizar as próprias condições antes de gerar outra vida.

O governo deve garantir que as pessoas tenham assistência médica gratuita e qualificada, assim como, uma educação de qualidade. E o governo deve ajudar as pessoas a fazerem o planejamento familiar, por exemplo, informar aqueles que pensam que ter filhos pode ser lucrativo, sobre as conseqüências de seus atos.

Enfim, como se vê acredito que a participação do governo na organização das famílias é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa?

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Régis Lucas Martins

E.M.E.F. 5 de Maio

É Possível Uma Sociedade Justa?

Para termos uma sociedade justa, precisamos fazer a nossa parte. Para isso, precisamos ter respeito, liberdade e justiça. A nossa liberdade começa quando termina a do outro, e temos que respeitar isso.

O nosso governo precisa mudar, mas para que isso venha acontecer, precisamos agir, o nosso futuro e o futuro dos outros só depende de nós.

Sempre na nossa vida, vai haver justiça e injustiça, mas não é só nós que escolhemos. Muitas vezes, são outras pessoas que fazem isso. Por exemplo: alguém fala a nós que algo estranho acontece em nossa vida, falando mentiras.

Também temos responsabilidade com algumas coisas, ter responsabilidade com os estudos, com o trabalho, com filhos, netos, etc.

Nós não temos liberdade para tudo como, por exemplo, a gente não pode chegar na sala de aula fazendo o que quiser. Nós temos que ter limites, regras para algumas coisas, não chegar querendo mandar em tudo. Temos que ter respeito com os outros, não ser mal-educado e precisamos respeitá-las com todo o nosso amor, carinho, respeito e responsabilidade, etc.

“É possível, SIM, uma sociedade justa”.

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Tauana Souza Rech e Jenifer Silva Severo

E.M.E.F. 5 de Maio

É possível uma sociedade justa?

Sim, é possível!

Quem faz a nossa sociedade é cada um de nós, e a vida que a gente quer, depende do que a gente faz!

E se cada um de nós fizéssemos a nossa parte, a sociedade teria chance de se tornar justa e melhor. Mas, a sociedade, ou seja, as pessoas precisam ter respeito e respeitar a liberdade de escolha de cada um a sua volta. Mas, o que é ter respeito na sociedade? É seguir os regulamentos de trânsito, é manter e preservar a cidade limpa, é respeitar as opiniões dos outros, é respeitar as religiões e culturas diferentes, é respeitar as pessoas como elas são e etc.

Como fazer uma sociedade melhor? Mantendo uma convivência agradável com as pessoas a sua volta, mantendo o ambiente de trabalho ou de estudo organizado, e acima de tudo, manter a personalidade que existe em cada um de nós.

É muito importante falar também da questão da liberdade na sociedade, pois temos que ter um limite para cada ato feito por nós Fazemos escolhas todos os dias e talvez essas escolhas nos tragam benefícios ou conseqüências. Mas o importante é assumir as escolhas feitas e seguir o caminho que você escolheu e, assim, construir um futuro que você quis para si mesmo.

E como diz o ditado: “A minha liberdade começa quando a do outro termina!”. Esse ditado nos mostra que temos, então, que respeitar os outros para vivermos melhor e em harmonia com as pessoas, para que elas façam o mesmo. Assim permanecerá uma convivência estável ou agradável entre na sociedade.

Voltando a falar de uma sociedade justa, muitas vezes as pessoas agem injustamente pelo fato de quererem ser melhores que as outras e, querendo levar vantagem em uma situação qualquer. Às vezes, as pessoas sabem que estão sendo injustas e continuam cometendo a mesma injustiça, sem pensar nas conseqüências ou nos sentimentos das pessoas que estão sendo injustiçadas. Acontecem injustiças diariamente na nossa sociedade, e as pessoas não fazem nada para acabar com isso. O que falta são pessoas que tenham coragem de defender seus direitos e seus princípios, para que, então, possamos ter uma sociedade justa.

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Thauan Cândido de Jesus Fontela

E.M.E.F.5 de Maio

É possível uma sociedade justa?

Sim! É possível, com o apoio de toda comunidade e colaboração. Mas ainda temos muitas coisas para fazer! Temos que saber usar a liberdade, saber e usar a justiça de modo certo, termos muita responsabilidade.

Essas três palavras que citei, têm muito a ver com a outra, e, em uma sociedade justa não vivemos sem essas três coisas. Eu não posso viver sem liberdade, um menino não pode deixar de jogar bola porque a vizinha diz que pode quebrar o vidro, ou uma pessoa não pode deixar de passear com o seu cachorro só porque ele pode morder alguém.

É só você relacionar: esse menino tem que ter responsabilidade, e saber de que ele pode machucar alguém com uma bolada, ou quebrar o vidro de uma casa, ou acertar um portão.

Você pode ver que responsabilidade pode estar muito relacionada com justiça. O dono do cachorro tem liberdade de passear com o cachorro dele, mas ele tem que ter responsabilidade de que se o cachorro dele se soltar ele pode morder qualquer um. E se morder uma criança, os pais vão querer justiça, e se o sangue subir à cabeça, podem até querer agredir o dono do cachorro. Esse são uns exemplos do que acontece na sociedade. Mas, ainda é preciso muito mais que responsabilidade, liberdade e justiça para termos uma sociedade justa.

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Verônica Andrea da Silveira

E.M.E.F. 5 de Maio

É possível uma sociedade justa?

Sim, é só termos força de vontade para conseguirmos, pois sem essa força de vontade, não conseguiremos ter uma sociedade justa. A força de vontade enxiste e ajuda muito a nossa mente a querer e poder fazer aquilo que quer. Desse jeito conseguimos uma sociedade justa. Mas, não é só com a força de vontade, também com o respeito, a justiça e a liberdade.

O respeito é usado para termos respeito com as outras pessoas, para elas nos respeitarem e respeitar os outros. A justiça é usada para mostrar a verdadeira resposta, a verdadeira questão, a verdadeira VERDADE.

A liberdade é usada para as pessoas terem idéias livres, idéias que ajudem a sociedade. Com essas e mais palavras podemos sim ter uma sociedade mais justa, com muita força de vontade e pensamento aberto. Com a força de vontade e o pensamento aberto, temos idéias, imaginações e uma grande consciência limpa.

Uma sociedade justa é poder e querer ter um futuro e uma vida boa, porque sempre convivemos em uma sociedade, mesmo que ela seja injusta, convivemos sim. E com a injustiça é que faremos justiça. A justiça é quase sempre derrotada pela injustiça, porque a injustiça é a mentira ou a escolha errada. Já a justiça é a coisa certa e boa e, assim que fazemos uma comunidade mais justa.

Mas para existir e acontecer tudo isso, você tem que ajudar, pois não é só uma pessoa que faz isso e, sim, várias. “... Então se ligue! Busque Felicidade...” Música: Na vida tudo passo. Banda: Di Ferrero e Túlios.

Porque sem tentar você nunca vai conseguir o que quer. Não pense só em você e sim em todos. Você não é a única pessoa no mundo que tem direito a tudo. E sim todo mundo, menos os que fazem da justiça uma injustiça. Mas, como você, várias pessoas fazem ao contrário, você merece muito. Com isso, você consegue uma sociedade mais justa. Com toda essa confiança e mais um pouco você consegue uma sociedade justa. Sou apenas uma garota de apenas 12 anos, sei que não vi tudo ainda dessa vida, mas posso dizer que com essas comunidades desse jeito nosso futuro não será bom. Mas, se mudarmos as coisas que andam acontecendo agora, com certeza, teremos sim, uma sociedade justa. É só nos juntarmos e montarmos um grupo, aí podemos ter uma grande força contra essa injustiça que anda acontecendo. Assim, fazendo uma sociedade mais justa.

PODEMOS, TEMOS, CONSEGUIMOS E VAMOS FAZER UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA.

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Ana Paula Radünz Vieira

Colégio Marista Rosário

Justiça: uma grande utopia

Uma sociedade igualitária, sem preconceitos, sem injustiças... A sociedade idela visada por muitos não passa de utopia.

Desde os primórdios da sociedade, nas organizações gentílicas, já existia um grupo detentor de poder, os machos alfa. Não há, pois, como afirmar que os seres humanos já tenham vivenciado uma sociedade justa. É da natureza do homem querer destacar-se e ser admirado por alguém ou algo que realizou.

Tentativas de uma sociedade igualitária já ocorreram, mas resultaram em muitas mortes e sofrimentos. O ser humano ora coletivista e interessado no bem comum acaba tornando-se um ser egocêntrico e, em sua busca por destaque, usa a injustiça como desculpa por seu intuito egoísta.

A sociedade justa é impossível, tendo em vista que o homem não consegue desligar-se de sua vaidade e concentrar-se no bem comum. Ainda chegará o dia em que os seres humanos aprenderão a aceitar as diferenças e perceberão que a injustiça é o produto das relações humanas.

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Anna Paula Bennech

Colégio Marista Champagnat

Sociedade: com o que se tempera isto?

Essa tal sociedade em que vivemos realmente existe ou é uma invenção para termos onde depositar nossas culpas? O dito cujo, sistema, que é a estrutura desta, é um fantasma que nos persegue, ou uma entidade que precisa de alguém que o mova – compreenda?

O sentimento de que algo está errado com o mundo não é inovador, não surgiu ontem. Ainda não fomos capazes de construir uma forma de vida em comunidade que atenda às necessidades de todos sem distinção, com igualdade, logo, desde sempre, temos como natureza notar as injustiças presentes no nosso viver. Entretanto, não é condicionado a tal fato não ter havido mudança alguma, tanto de melhora quanto de piora, até porque isso não depende exclusiva e diretamente, dessa “grande instituição” que insistimos em dizer que nos comanda, mas sim daqueles que compõe, os seus indivíduos – leia-se: nós mesmos.

Seguindo essa linha de raciocínio, deparamo-nos com um grande paradoxo atual: exigimos a mudança do sistema ao próprio sistema, sem termos a consciência de que nós constituímos o sistema – nós somos o sistema.

Portanto, dizer que o sistema não muda é uma atitude conformista, pois insinua que mesmo fazendo nossos máximos esforços, só poderemos melhorá-lo , sem nunca reinventá-lo. O sistema surge a partir de um embate de ações – que são dirigidas por idéias – ocorridas no dia-a-dia. Pense: quem vive esse cotidiano somos nós, não esse tão famoso e citado – monstro – sistema; então, quem tem a responsabilidade por essa sociedade justa, nós ou nós mesmos?

Esse vento incomodativo que bate à janela está nos chamando para questionar, reclamar, saber ou ser contra isso tudo. Mas para ser, ser de uma forma humana, um humano que compreenda o que é ser humano. Com isso, torna-se plausível a percepção de que a pergunta base não é: “É possível uma sociedade justa?”, mas sim: “Eu quero uma sociedade realmente justa?”.

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Augusto Wankler Hoppe

Colégio Marista Rosário

Para uma sociedade justa é preciso que o homem, não seja egoísta, mas sim, pense a favor da sociedade e em longo prazo. Quando somos egoístas, pensamos somente no agora e esquecemos que nossas ações terão conseqüências futuras. Nos preocupamos somente com o que podemos lucrar ou se isto será muito trabalhosos e assim, deixamos de realizar coisas simples como separar o lixo seco e orgânico.

Essa preocupação com o lucro, quando podemos ganhar ou deixar de ganhar, vem da natureza inata do homem de sempre procurar se destacar dentro de um grupo. Para se destacar ele normalmente procura ser mais poderoso que o outro. No mundo atual o poder foi transformado no dinheiro e assim o homem vive nessa busca para ser melhor que outro e acaba se esquecendo que, para sobreviver, precisa conviver com outras pessoas.

Mesmo que seja impossível sobreviver sozinho também é extremamente difícil para nós aceitarmos outras culturas e conseguir conviver pacificamente em prol de um futuro. Essa dificuldade surge do fato que, para nós, nossas crenças e verdades são absolutas, mas não existe uma única verdade. Existem diversas verdades, uma para cada um, partindo da idéia de que somos todos diferentes.

Para existir uma sociedade justa é necessário que as pessoas, nós como uma sociedade, conscientizem-se que as mudanças só ocorrem em longo prazo e que é necessário um esforço conjunto para que algo aconteça. Cada um de nós possui uma idéia de justiça. Precisamos criar idéias básicas para que uma sociedade viva em harmonia. Um conjunto de normas éticas que sejam a base de qualquer sociedade, independente de sua cultura.

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Bernardo Almeida Machado

Colégio Kennedy

Realidade

Atualmente vivemos em um mundo onde as pessoas não comandadas, ao invés das pessoas comandarem. E isso acontece por culpa do que? Da falta de instrução? Da falta de interesse? Da falta de raciocínio de muitos? Ou porque o mundo não é como gostaríamos?

Será que vivemos em um mundo injusto, ou são as pessoas que fazem ele se tornar injusto? Se cada um cuidasse de si mesmo, não viveríamos de forma melhor? E a vingança? É certa ou errada? E as religiões, quais estão certas? No que acreditar e em quem acreditar?

Hoje em dia, para um ganhar, dois tem que perder. Será que não é possível achar uma maneira aonde os três vençam? Se não for possível, haverá uma injustiça de algum lado ou não. E falando nisso, a justiça, que todos tanto falam e pedem, o que é? Será que o que é justo para um, não é injusto para outro? E a verdade? Ela existe? E a mentira? Não deveria ser uma coisa que por culpa da verdade deixou de acontecer?

E a morte? É uma coisa injusta ou não? É uma verdade ou uma mentira? É uma coisa certa ou duvidosa? Será que voltaremos algum dia? Será que iremos para algum lugar? Mas isso muda religião para religião, de pensamento para pensamento. E qual pensamento está certo e/ou qual está errado?

Pense nisso, pois, na verdade nossa vida nada mais é que uma constante expectativa em torno daquilo que sabemos. E a morte, é a única coisa que sabemos e não logramos escapar.

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Brenda Ritta Zeferino

Colégio Marista Champagnat

Procuramos, formulamos e tentamos encontrar formas para um mundo que julgamos ser justo e “perfeito” para todos. Tentamos achar culpados para a causa de tudo nos propondo a encontrar soluções plausíveis para a sonhada igualdade inter-humana.

Mas a igualdade social, racial ou qualquer outra, é a sociedade justa? É justo um trabalhador que se dedica ao máximo no seu serviço receber a mesma quantidade de dinheiro do que um desempregado que não se preocupa com nada nem tenta procurar uma melhor “qualidade de vida”, pois o governo lhe dá uma mesada garantida? Quais são as justiças que estamos tentando encontrar?

É no mínimo diferente pensarmos, pelo menos na nossa cultura, que um médico devesse receber a mesma quantidade de dinheiro que um limpador de ruas. Esse foi o pensamento que nos ensinaram e de certa forma que fomos induzidos. Mas quando vamos ser capazes de criticar nosso próprio sistema? Quando vamos ser capazes de questionar a nós mesmos a partir do momento em que questionamos a sociedade?

Dificilmente encontramos quem vá contra a idéia de uma maioria. Quem vá contra a uma tradição. É mais fácil não traçar um próprio caminho e ser levado por uma idéia já pronta. Nos recusamos a sair da nossa zona de conforto, que cada vez mais vem se encolhendo e se tornando rotineira. Isso vai durar quanto tempo?

É preciso ter atitude, e de certa forma coragem para enfrentar todo uma cultura já estabelecida.

Acredito eu que não há diferença no trabalho de um médico e um limpador de ruas, ambos são seres humanos, possuindo assim o mesmos valor. De repente, se todos resolvessem virar médicos por pensarem algo mais qualificado hoje as ruas estariam imundas por não haver mais limpadores.

Cada um tem um papel para exercer na sociedade funcionando como uma cadeia alimentar. Se alguém for extinto ou desqualificado, ela todo se destruturará.

É claro que na teoria e escrito no papel é bem mais fácil do que na prática. Mas é necessário desafiar-nos e questionar-mos até onde iríamos para buscar por nossa causa.

Não adianta muito sermos incoerentes ao ponto de nossas atitudes não serem o reflexo de nossas teorias. A partir do momento que assumimos a causa de um mundo mais justo precisamos estar dispostos para mudar por ele. Largar costumes e abrir mão de uma cultura que fomos criados e estamos acostumados.

A busca pelo utópico mundo justo não é a bandeira pela qual vamos defender ou a causa pela qual lutamos, a busca pelo mundo justo é uma opção de vida.

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Bruna Gonçalves Aguiar

Colégio Marista Champagnat

A vida é um ciclo de seres que como os humanos têm possibilidade de evoluir. Pensar, refletir, fazer e falar. Com tantos instrumentos à sua disposição, foi inventada a filosofia, a ética, a política e a sociedade. Dentro destes conceitos veio o trabalho e o estudo. Acendam as luzes.

Junto do esforço e dedicação, acomodaram a exploração ao lado da diversão, a dor ao lado do prazer e cabe a cada indivíduo escolher o que o povo quer? Alguns dizem que o poder está nas mãos desses importantes e que a culpa é toda deles. Será?

Einstein dizia que para mudar o mundo, primeiro deveríamos arrumar a nossa cama, depois o quarto, a casa, o bairro, a cidade, etc. Para mim, isso é mudança, isso é progressão linear. É assim que começamos a construir uma cidade mias justa. Mas se pensarmos na sociedade em geral, estaríamos especificando o que nós queremos? O que é bom para você não vai ser sempre bom para seu irmão e vice-versa, logo, como ter uma sociedade justa?

Quando penso em uma grande quantidade de cabeças diferentes, vejo que cada uma deve seguir seu caminho com as pedras, afinal são elas que completam ele, deixando-o mais comprido. Se a justiça fosse feita não haveriam advogados, psicólogos, policiais, oficiais da justiça, militares, até filósofos. Mas, como a justiça está instável, eles existem.

Ao aplicarmos a justiça em nossa vida, resolveríamos parte grande do problema. Tentamos ser pessoas de grane importância alimentando os africanos e esquecemos de preparar uma linda janta surpresa aos nossos pais. Que injustiça...

Apesar de haverem masoquistas que assistem os jornais da televisão que só mostram a injustiça, com seus olhos arregalados e a bunda no sofá, devemos, ainda, ajudar quem está a nossa volta e sempre tentar melhorar.

Tudo o que fazemos fora isso é uma demonstração de mudança querendo evoluir, crescer, e isso é muito importante para desenvolver-se em várias áreas. Mas o modo como nos confrontamos com os outros na hora da subida ao pódio, na maioria das vezes, acaba perdendo o controle, revoltando muitas pessoas.

Ao mesmo tempo em que devemos nos acomodar ajudando nossos vizinhos, devemos lutar pela mudança de modo justo: cooperação.

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Carlos Eduardo Edinger

Colégio Marista Rosário

Porque o homem não consegue aceitar outras culturas mesmo vivendo na sociedade atual?

A cultura é única e própria de cada sociedade, portanto qualquer tentativa de união é muitas vezes inaceitável pelos seus habitantes. Esta união imposta e não proposta é fadada a falhar, como já foi citado no Príncipe, de Maquiavel.

Queremos preservar a nossa identidade individual, o que nos torna o que somos. Queremos passar a diante a cultura que nós vivenciamos, não a que nos foi imposta. Opondo-nos a qualquer idéia nova ou diferente e isto, definitivamente, impede-nos de sermos uma sociedade justa.

Uma idéia que, inicialmente, nos pareça absurda poderá, com o tempo ganhar força na nossa mente, mas apenas o tempo nos faz julgar racionalmente os assuntos. A globalização é um destes processos. Encaminhamo-nos, lentamente, para uma cultura única e, embora ainda haja diferenças gritantes entre civilizações, o mundo, definitivamente, está progredindo.

Devemos esquecer de qualquer diferença cultural e lembrar-nos de que somos a mesma espécie e, de um jeito ou de outro, convivemos. Como podemos ser injustos com alguém, subjugá-lo e humilhá-lo apenas por ter opiniões diferentes das nossas?

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Carolina Kerber

Colégio Marista Champagnat

Nunca pensei se seria possível uma sociedade justa, apenas pensava sem pré em ser a mais justa possível com tudo e todos. Acho difícil demais achar uma resposta única para a questão, colocando em evidência que milênios se passaram desde o início de nossa existência na Terra e ainda não foi descoberta a real resposta. Penso que talvez nosso foco deva ser outro.

O raciocínio não é difícil, mas esse mínimo esforço geralmente não é feito pelas pessoas. Será que realmente devemos nos perguntar se “é possível uma sociedade justa?” ou será que devemos afirmar que “o que realmente importa não é se é possível”?

As pessoas às vezes de detém demais na possibilidade ou do bom resultado de suas ações e esquecem que o possível somos nós mesmos que fazemos. A justiça da nossa sociedade depende de transformarmos o “é possível?” em “é possível!”. Porém, isto sempre vai depender da vontade de mudar ou não a sociedade. Aí então vem a grande questão: nós, enquanto mundo, queremos ou não mudar o nosso planeta? Eu quero, e você?

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Cristofer William da Silva Folchini

Instituto Estadual Cecy Leite da Costa

A palavra justiça não tem soado muito bem no ouvido da maioria das pessoas, principalmente das classes mais baixas que por muitas vezes julgadas “menos” ou “menores” que pessoas de classe alta só pela sua roupa, pela sua casa e esquecem que o que vale mesmo é o caráter, que muitas pessoas humildes têm e pessoas bem vestidas e cheias de dinheiro não têm. Pessoas ricas muitas vezes são favorecidas pelo dinheiro que tem e pessoas pobres muitas vezes não tem justiça do seu lado pelo dinheiro que não tem, e isso se tornou comum, todos acabam aceitando, porque se julgam ou mesmo, se tornam impotentes perante injustiças, crueldade ou favorecimento de classes.

Muitas pessoas praticam o “sacrifico” individual para o bem da sociedade, sacrifico esse que muitas vezes é nossa obrigação e acabam que essas pessoas se tornando exemplo, pois se ela faz alguma coisa boa, os demais vão ver e se é bom para todos, certamente vão praticá-los também.

O ser humano é egoísta e ganancioso por natureza, pois sempre quer chegar ao ponto mais alto, ser o melhor, ser reconhecido como o melhor, mesmo que tenha que passar por cima de tudo e de todos, sendo isso uma grande injustiça, pois somos todos iguais, temos o direito de ser o melhor, desde que esse mérito seja conquistado e não pegado, roubado. Temos que ter respeito pelo outro e pelo seu espaço, sendo o outro, mais forte ou menos forte que nós.

A sociedade só será justa quando o ser humano ver que o mundo é de todos e raça, cor, cultura e religião nunca são motivos para conflitos e que somos frutos da mesma matéria e independente. De quem formos na vida terrena, quando morremos, seremos todos iguais, iremos para o mesmo “buraco” e nada nos diferenciará.

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Diane Pereira Silveira

Colégio Kennedy

Pode haver real justiça entre as borboletas?

Elas nascem e imediatamente as suas ampulhetas começam a correr. A elas pouco importam este tempo 12 horas, 1 dia ou 1 semana. A elas só importam voar, livres, até a ampulheta parar de correr.

Queria eu não ter preocupação, simplesmente voar e não me preocupar com o desconhecido, com o mundo.

No mundo imenso e desconhecido há uma palavra que não leva a pensar... Justiça!

Que é isso? Em qual tempo isso é verdade? É justo falar que a justiça é um padrão?

Voa borboleta concentre-se em um único objetivo: voar. A ampulheta está correndo, e daqui a pouco vai parar, se esgotar. Voe livremente.

E o set humano, continua aqui, lutando por justiça, mas nem ele sabe o que ela significa. O porquê de não conseguir aceitar o diferentes. Ele mesmo se torna injusto.

O tempo dela está se acabando, voa borboleta, voa!

Sabemos que a injustiça é cometida toda hora, mas pelo menos dizemos isso, pois se não conhecemos a verdade do outro, como podemos achar injusto a sua ação, aquela frase?

Quantos pensamentos para sentar e refletir. Ah borboleta... Que agora jaz caída no chão, sem saber a solução de uma pergunta tão injusta.

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Douglas de Quadro da Silva

Colégio Militar de Porto Alegre

É possível uma sociedade justa?

Em primeiro lugar, a própria possibilidade de uma sociedade ser justa encontra-se em relação direta com o conceito de justiça que está sendo tratada. Vários filósofos, dos mais diferentes períodos históricos e das mais distintas sociedades, elaboraram teorias diversas a respeito desse conceito tão importante para qualquer civilização desde sempre, já que o pensamento reflexivo da filosofia está voltado para a realidade, ou seja, a matéria em que os homens vivem. O termo justiça pode ser empregado em situações individuais, como por exemplo, um ato isolado cometido contra a vontade de alguém e que o prejudique (um assassinato) ou quanto ao ato coletivo, estando aí intimamente ligado à filosofia política. Entretanto, pode-se afirmar que é comum cada tipo de sociedade possuir um conceito próprio, ainda que cada um deles possua intersecções com outros conceitos de outras culturas ou, ainda também que dentro de cada sociedade haja divergências, o que é bastante comum considerando tratar-se de indivíduos independentes até certo nível. A justiça está ligada à moral, entendendo-se a moral como um conjunto de valores (o que possui atração ao sujeito) de uma mente individual ou coletiva. A lei escrita deriva da situação em que a moral social, o que é consenso de um grupo sobre o que é certo, necessita ser institucionalizado, a fim de que se cumpra de maneira prática a vontade geral em detrimento das divergências e violações do código moral. Isso é uma noção histórica do surgimento do direito, porém é importante e interessante observar as opiniões dos pensadores sobre o assunto, que tanto refletem o seu contexto histórico-social (posição materialista) quanto podem também construir ativamente por idéias a realidade (posição idealista).

Começando pela Grécia Antiga, Platão opina que a justiça seja um conceito ideal, abstrato (em compasso com seu “mundo das idéias” em oposição do “mundo material”), e que quaisquer definições que o homem possa oferecer dela se limitariam a ser, sempre, concepções “imperfeitas”. Assim, uma nação objetiva de “certo” e “errado” pertenceria a essa concepção ideal, bem como a de “justiça”, e caberia à humanidade a tentativa de alcançá-la. Posteriormente, seu discípulo Aristóteles contesta em parte a opinião do mestre, introduzindo no assunto a virtude, isto é, a vontade de cada um de cumprir o ato moral. Ser justo seria sinônimo de ser virtuoso.

A Idade Média, período da qual se tenta evitar fazer generalizações, apesar de preconceitos vigentes em muitas pessoas, tem a justiça, bem como toda a política, vinculada à salvação divina, pelo menos quanto seria a face ocidental típica. O objetivo da sociedade é proporcionar meios de se alcançar a salvação, partindo de qualquer um, através de meios de subsistência que permitiram uma vida terrena digna tendo em vista a vida “perpétua”, a qual, por sua vez, permitiria uma vida virtuosa (em relação ao pensamento aristotélico). Uma sociedade justa deveria seguir a sua própria moral ao mesmo tempo da moral cristã.

No fim da Idade Média, os iluministas, mesmo divididos em grupos com opiniões divergentes, atribuem a noção de direito natural, que são direitos que o homem teria independentemente de sua posição social, o que evoluiria, com a Revolução Francesa, para Igualdade jurídica em favorecimento à burguesia que ambicionava direitos. Pode-se fazer, então, uma comparação de contradições com o pensamento tradicional. São Tomas de Aquino, por exemplo, diz que as pessoas são iguais “como pessoas, mas não como indivíduos”. A sociedade de algum modo deveria garantir alguns diretos a todos pelo fato de serem todos humanos, mas estes estariam destinados a deveres diferentes por possuírem habilidades e aptidões diferentes; logo, seria incorreto garantir a todos os mesmo direitos. Alguém deve limpar banheiros, enquanto que outro deve ser médico, e cabe a cada um a busca própria pela felicidade por alguns direitos garantidos.

Kant faz uma alusão ao imperativo categórico, cuja definição é um pouco complexa, mas em parte rejeita a predominância da noção de justiça grega e cristã. No século XIX, com o advento das teorias socialistas em contraponto ao liberalismo burguês, Marx defende, bem como seus anteriores socialistas utópicos, a igualdade total de direitos e de bens materiais, de todos os indivíduos de uma sociedade. Nietzsche, com sua controversa obra sobre valores, diz que justo é o forte exercer a sua natureza sobre os fracos, e que a noção vigente de justiça seria criada pelos fracos para autodefesa. Assim, em semelhança ao darwinismo recente, não há prioridade para a felicidade geral, e sim, a evolução e o aprimoramento.

Em resumo, todos possuem em comum a definição bastante genérica de que justiça é encaminhar a cada um o que é seu por direito; a questão encontra-se em cima do que seria o direito, o correto, daí as concepções éticas listadas. Hoje há a dúvida se a distribuição dos bens materiais se daria pelas bases do direito divino (sociedade de castas ou estatais), pelo mérito (extremo liberal, hoje burguês, mas que acha parâmetros na Grécia), ou até a sorte. Atualmente, uma ponte é que, pelo menos no Brasil, há injustiça mesmo baseando-se no seu próprio ideal, pois a competitividade capitalista produziu distorções exarcebadas do individualismo materialista, podendo as virtudes de cada um, o engajamento das pessoas nas questões sociais, independente do seu ponto de vista: o importante é que se faça o que se pensa que é certo, noção que deriva do que uma sociedade introjeta.

Deve-se romper com as determinações biológicas do comportamento para que todos se empenhem no cumprimento também moral vigente, no nosso caso, a garantia de direitos individuais.

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Eduardo Osório Rizzati

Colégio Marista Rosário

É possível uma sociedade justa?

Apesar de todos os avanços científicos e tecnológicos a humanidade ainda é incapaz de organizar-se socialmente de maneira justa e igualitária. Isso pode soar um pouco contraditório, mas o progresso humano é justamente um grande entrave na busca e na construção desse meio de convívio tão almejado. Percebe-se que, à medida que evoluções se concretizam, atitudes egoístas crescem em mesma intensidade, e isso freia a busca de tais objetivos.

O homem, conforme cresce em ego e poder, perde a consciência de que está incerto numa comunidade, cuja harmonia depende diretamente de suas atitudes e ações. Essa consciência deturpada é responsável pela inflexibilidade pessoal em relação a aceitação das diversidades, o que é gerador de um conflito de culturas e acresce pensamentos injustos, agressores à vida social.

Outro fator que dificulta atingir essa justiça atualmente utópica é a comodidade das pessoas, ou seja, o distanciamento no real cumprimento das obrigações de cidadania. Esquecer simplesmente as responsabilidades e deveres não é o melhor caminho, ignorar o sofrimento humano e estar alheio às enfermidades pelas quais o mundo passa não são soluções para o problema. O homem, apesar de não ter alcançado a plena justiça, deve persistir em sua busca, pois, acompanhados dela, virão possíveis avanços que aperfeiçoarão o convívio em sociedade.

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Felipe Ourique de Mello

Colégio Kennedy

Por uma sociedade justa

Quando pensamos podemos fazer várias perguntas e várias afirmações, mas ás vezes, essas afirmações podem, conseqüentemente, gerar outras perguntas.

Podemos afirmar que, a vida sem desafios não seria nada; que o homem é ganancioso ou busca sempre estar no topo, visando o poder que o homem desde o inicio de sua vida busca a razão da injustiça, ou seja, a busca por justiça; e também que existem muitas diferenças no mundo atual.

A partir destas afirmações podemos formular algumas perguntas: Seria possível alcançar uma sociedade justa para todos com tantas diferenças culturais de classe sociais e etc.? Não seria justiça uma verdade diferente para cada um de nós? Estaria o homem levando a ganância para o lado errado, alimentando a sede de justiça dos mesmos e assim, a justiça sendo imposta de uma maneira errada? Essa possível ganância não estaria mudando o modo de vida, ou seja, os desafios dos homens fazendo com que isso chegue até longe demais? Mas não estaria essa pessoa fazendo justiça para si? Não estaria um maníaco agindo em cima da sua própria verdade? E a verdade, não caminharia junto com a justiça? Afinal, o que é justiça? E o que seria uma sociedade justa?

Eu penso que uma sociedade não é justa para todos. É muito difícil conseguir satisfazer ao mesmo tempo a mais alta e a mais baixa classe. Esse modo de justiça que não satisfaz a todos pode ser a causa de algumas das injustiças que hoje ocorrem.

Não estou dizendo que não há solução. A solução nasce em qualquer um e nós e todos juntos podemos definir uma palavra hoje que nos passa intranqüilidade.

Sobre as perguntas, faça o que pensar melhor. Descarte ou pense sobre isso.

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Gianpierre da Rosa Alexandre

Instituto Estadual de Educação Sapiranga

Evolução com Justiça e Ética

Hoje vivemos em uma sociedade muito corrompida, pela injustiça e falta de ética dos seres que nela vivem, a visão social adquirida pelo homem se baseia simples e unicamente em adquirir respeito, poder e dinheiro, isso gera discordância dentre a sociedade.

Só poderemos viver em uma sociedade justa e correta quando os seres humanos se conscientizarem que “a evolução é o principio básico da humanidade, e nós somos o principio básico da evolução”, mas para que a humanidade continue a evoluir de forma saudável temos que ser justos para com os nossos atos e os de quem convive em nossa sociedade só isso não basta, precisamos também ser éticos, para assim pode entender e respeitar os pensamentos que surgem ao nosso redor.

A ética é o princípio básico de tudo, pois sem ela os seres humanos não conseguem estabelecer um relacionamento básico entre si e nem entre suas idéias e atos, e só quando houver harmonia nesse relacionamento é que poderemos ter uma sociedade mais justa, mas não adianta só tê-la temos que honrá-la, e ser éticos, para que a injustiça não volte a tomar conta de nós e do que está a nossa volta.

Podemos sim ter uma sociedade justa, mas para isso, devemos nos conscientizar, e mudar nossos atos e pensamentos, para coincidirem com o modo de viver da sociedade, claro que um só não faz a diferença, mas isso deve vir “de dentro para fora, de cada um para todos” de vemos dar o nosso exemplo para depois cobrar das outras pessoas, se todos disserem sua parte a justiça com certeza irá predominar, tornando nossa sociedade boa para todos.

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Guilherme Zollim Franco

Colégio Kennedy

Justiça

Atualmente vivemos em uma sociedade extremamente materialista com desenvolvimentos superficiais, onde o dinheiro movimenta o mundo e nós movimentamos o dinheiro.

Do ponto de vista sócio – econômico a justiça não predomina no sistema capitalista, afinal quem possui maior poder financeiro prevaleceria sob o cidadão com menor poder aquisitivo, beneficiando a injustiça e o preconceito. Porém, se fossemos analisar a base da justiça em um sistema socialista, chegaríamos a um certo beneficio, mas que futuramente não iria funcionar, pois sem desigualdade social não haveria corrupção.

A justiça pode ser analisada também de outras maneiras, através de um ponto crítico e analítico, isto é, necessário para a organização de uma sociedade. Mas para nós, qual seria a melhor maneira para a realização de uma democracia perfeita, onde quem tem o poder desta mudança é beneficiado com a mesma? Ou seja, o poder e o beneficio fazem parte deste mundo, e é onde estão as pessoas com o poder para transformar a sociedade, afinal, se eu estou sendo beneficiado, porque mudaria o plano de organização atual em prol dos outros? Não há razão!

Democracia, quando teremos uma democracia justa e igualitária? Para isto necessita-se de avanço por parte das pessoas, pois a democracia vem quando não prendemos nossa opinião por afinidade.

Creio que onde há justiça também tem se a presença da injustiça, que nada mais é do que a arte de não conseguir pensar e possuir opinião própria, dependendo de artifícios ou pessoas para isto.

“Quando fere-nos o negro desdito, com vigor... De súbito, extremado filhinho agonizante, a expirar nos braços delirante, como é triste meu Deus.” Que a justiça seja feita!

Vamos viver a vida
Como se não houvesse amanhã
Vamos viver a vida
Como sempre sonhamos em viver um dia...

BANDA FILODOX - PROTESTO

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Henrique Keller

Colégio Kennedy

Justo a uma sociedade

Qualquer sociedade ou comunidade hoje se baseia a idéias, soluções, histórias do passado. A base para uma sociedade justa é a justiça. “Será que hoje em dia a justiça é justa?”, “Será que o pensamento de todos é o mesmo?”

Às vezes para uma justiça ser justa é necessário um pensador, um não, vários. E para que essa justiça seja beneficiadora, há de ter uma sociedade justa, e não a de ter uma sociedade que se importa com si mesma, quero dizer, “fosca” há muitas pessoas nesse mundo que só pensa em si mesma, e quando pensa em ajudar acaba pensando que não será necessária a ajuda de si mesmo, mas a de todos, e se essa pessoas pensasse em repassar o conhecimento a seus vizinhos, amigos, familiares e, principalmente aos seus filhos, pois filhos, esses sim é que terão de agüentar o sofrimento depois se não tivermos feito justiça direito.

Então é o que devemos pensar e repassar a todos nossas idéias, perguntas, respostas e refletir sobre a evolução.

Hoje em dia uma das potencias mais fortes é a mídia, a mídia decida o que pensamos, se olharmos direito, a mídia é uma coisa que nos alivia e também não, pois com a mídia a sociedade esquece da violência e da injustiça “lá de fora”. Mas existem aqueles que sabem que a mídia influencia muita coisa e a maior delas é a influencia de não pensar.

Pensar é preciso e a sociedade precisa de pensadores que façam o “justo de uma sociedade”.

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Isadora Paiva

Colégio Marista Rosário

É possível uma sociedade justa?

Creio que uma sociedade justa é impossível. Isto porque, para que exista justiça, todas as pessoas têm que começar em pé de igualdade, isto é, devem ter iguais condições iniciais. Mesmas condições de aprendizado, mesmas condições econômicas, etc. isto parece ser impossível, no entanto, em toda nossa história, para que as sociedades funcionassem sem ficar estagnadas, é necessária a existência de um explorador e um explorado. Para que alguns possam pensar, outros têm que trabalhar.

Essa distinção não seria um obstáculo para a justiça se as pessoas pudessem atingir diferentes posições na sociedade por mérito próprio. Se apenas o seu próprio esforço e capacidade fossem responsáveis por uma alta posição na sociedade isso seria justo. O problema é que, provavelmente o filho deste homem de alta posição não teria as mesmas condições iniciais do que o filho do homem que se encontrava em baixa posição social. É justo que uma criança tenha melhores condições de vida simplesmente por causa da posição social do pai? Certamente que não.

Podemos trabalhar, no entanto, para sermos uma sociedade mais justa. Diminuindo a desigualdade social isto é possível. É necessário uma melhor distribuição de renda e o serviço público prestado à população, como escolas e hospitais, devem ser tão bons quanto o particular. Ainda existirão exploradores e explorados, mas a diferença entre os dois será bem menor. A diminuição dessa desigualdade é uma conquista pelo qual vale a pena lutar.

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Janaína Tatim

Colégio Marista Rosário

A justiça pode ser encarada como um processo evolutivo?

A humanidade evolui, assim como tudo que ela está vinculada, as relações humanas e, por conseguinte, a justiça. O que se tinha por justo no começo das civilizações? Na Grécia Antiga, onde floresceu à filosofia, nos Impérios, na Idade Média, na Idade Moderna, há 50 anos atrás? E o que é justo hoje, o que será no futuro?

Já se considerou justo que o homem escravizasse outro homem, por meio da força ou da dominação cultural. Foi justo que tudo, desde o comportamento ao pensamento, estivesse sob o julgo de um martelo santo.

Quanto do justo de hoje se constituirá o futuro.

Se encarado assim, esse processo é linear, ou representa um ciclo?

- FIM INICÍO -

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João Henrique Muniz Conte

Colégio Marista Rosário

A sociedade atual tem o maior acesso à informação já disponível. A facilidade de comunicação contribui para o fortalecimento de nossa organização sócio econômica que, por sua vez, incentiva a integração entre os povos. O mundo é ciente de suas injustiças e desigualdades, combatendo-as de diversas maneiras. Então, porque não chegamos ao modelo de justiça que almejamos?

O problema da desigualdade não se resolveria tornando as pessoas iguais, agora se vê que é natural ser diferente. A resposta para esse problema poderia ser o incentivo da aceitação e da alteridade. Quando entendemos o pensamento alheio fica mais fácil aceitá-lo. Bem como os princípios agonísticos da Grécia Antiga que acreditavam na diferença, na alternância não no domínio ou na supremacia, compreender as diferenças seria dar um passo a mais em direção a uma sociedade livre de preconceito. Afinal, a disseminação e subordinação foram os destruidores de diversas civilizações e estudos antigos. Roma deve culpar sua queda pela opressão exercida contra os cristãos, e a monarquia francesa encontrou seu fim devido ao descaso atribuído a seus governados.

Nesse mundo originado pelo respeito às opiniões alheias, o progresso se daria continuamente, já que os diferentes pensamentos coexistiriam em harmonia e buscariam uns nos outros, os aspectos que originariam a real verdade. Estaríamos regressando às nossas origens, onde a importância atribuída ao outro era muito maior pela busca da sobrevivência. Talvez tenhamos nos distanciado socialmente devido à criação de uma hierarquização da sociedade, no qual o ser humano possa ter enganado a si mesmo, atribuindo mais ou menos valor a algum elo da corrente. Mas a hierarquia social não deve ser culpada pela desigualdade, já que é ela que mantém a sociedade coesa e estável. Talvez devêssemos implantar os antigos princípios agonísticos nessa hierarquia, tornando-a mais justa.

E o caminho que a sociedade há de trilhar. Sim, deve ser possível um sociedade justa. Afinal, os meios pela justiça são muito respondidos hoje em dia, na forma de movimentos e ONGs, além do próprio Estado e Estados.

A justiça na qual talvez prevalecesse a igual importância das pessoas, que estariam progredindo cada vez mais ao que hoje chamamos de utopia, mas que, no futuro, poderíamos chamar de realidade.

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João Henrique Oliveira

Colégio Marista Champagnat

Nos dias atuais é difícil compreender o conceito de uma sociedade mais justa, pois inúmeros fatores nisso influenciam.

Um dos fatores mais discutidos é o ponto de vista, ou seja, para o que um pode ser justo, para outro pode não ser. Assim podemos começar com um exemplo claro. Imagina-se uma ponte onde “sem tetos” por ali moram, não recebem nenhum auxílio governamental e não tem outro lugar para “morar”.

Em determinado dia chega a polícia expulsando-os do local por motivo de desordem e uma visão “poluída” dos que passam pelo local. Os “sem tetos” saem dali e não encontram um lugar digno para levar uma vida boa. Estes se sentem injustiçados e forçados a passar por grandes dificuldades.

Nisso entra o setor administrativo da cidade, falando que aquilo é um problema para a comunidade, que apropriar-se dos bens públicos é um ato criminoso e que traria uma má imagem para a mesma.

Assim, pode-se visualizar os dois lados da história e obviamente, por questões diversas, a população não entraria em um consenso único, pois sempre há os que acham algo certo e outros acham errado.

Nesse sistema nunca poderemos avaliar o que é ou não justiça pois visto que além da humanidade não chegar a somente uma resposta, é típico do ser humano ter conceitos próprios e assim, infelizmente não se pode criar a tão esperada sociedade justa.

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Karine Ribeiro Morche

Colégio Marista Rosário

Por um consenso de Justiça

O conceito de justiça é diferente para cada pessoa, pois nós, os seres humanos têm realidades diversificadas. Como é possível, então, chegar a um consenso de justiça?

Tu já pensaste que a cadeira que estas sentado foi feita por alguém e que se não fosse por esse alguém tu não estarias sentado nela? Todos nós, muitas vezes sem perceber, fazemos um bem para o próximo sem ao menos conhecer esse. A essência está em começar por ti, fazendo pequenos atos que podem causar movimentação nos outros também.

Em tudo o que o ser humano realiza, sempre há aquele que tem a atitude inicial, o que mobiliza a população. Há muitas pessoas desejando um mundo melhor, onde a justiça prevaleça e o primeiro passo depende de cada um de nós.

É preciso trabalharmos juntos e com alteridade, só assim conseguiremos fazer um sacrifício individual para o bem comum, aceitar outras culturas e ser ético, tentando chegar a um consenso de justiça, sendo possível uma sociedade mais justa.

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Kenya Venusa Lampert

Colégio Kennedy

A justiça é um assunto de grande amplitude em nossa sociedade, uma vez que a justiça de uns, e a injustiça aos olhos do outro. Estamos acostumados a ver e falar desse assunto em nosso dia-a-dia, mas poucas vezes pensamos nas inúmeras formas de sua representação, como por exemplo, o modo que a encontramos aqui mesmo em nossa cidade, no Cemitério da Santa Casa.

Quando pensamos no terno justiça, logo nos vem a idéia do que nos parece justo, mas poucas vezes pensamos em como isso pode atingir o próximo, como tudo pode ser visto de outros ângulos. Ao sermos assaltados, por exemplo, é comum que chamemos pelos nossos direitos, que busquemos justiça; mas nunca paramos para analisar o porque tal fato ocorreu. Devemos parar e analisar a situação, será que este mesmo assaltante não é um pai de família, sem estudo, desesperado por ver a fome de seus filhos? Será que este gesto a nosso ver, tão errado, não é apenas um pedido de ajuda a uma sociedade, desumana? Como julgar o certo e o errado se não temos a verdade nas mãos? Você já pensou em tudo isso?

Outro pode que julgo ser pouco conhecido popularmente é o fato de a justiça estar representada até mesmo nos cemitérios, um lugar que muitos julgam ser mórbido e sombrio, mas que na verdade tem muita arte, uma vez que conseguem representar a justiça através de uma alegoria com venda nos olhos, representando a imparcialidade, a justiça cega; a balança em suas mãos demonstrar que por estar em equilíbrio, não há preferência por nenhum lado, esses são dois atributos inconfundíveis da justiça. Há também a justiça corrompida, que é encontrada no túmulo de Plácido de castro, no Cemitério da Santa Casa, ela está com os olhos descobertos, a balança pendendo para um dos lados, mostrando o quanto a justiça pode se posicionar a favor de algo já pré-estabelecido, sendo também corrupta.

Enfim, a justiça, como já diz o dito popular “não agrada a gregos e troianos”, mas mesmo assim, devemos sempre analisar as suas múltiplas faces, sem antes estabelecer um prejulgamento. E assim como alegoria da justiça, temos que procurar a imparcialidade e não nos deixarmos levar pela corrupção e pelos conceitos já estabelecidos em nossa sociedade.

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Lucas Martins da Rosa

Colégio Kennedy

É possível uma sociedade justa?

O que seria uma sociedade justa? Seria uma que respeitasse todas as individualidades idealistas? Mas será uma sociedade não deve um ideal, ou uma base de ideais para que assim, crie uma identidade?

Uma sociedade justa não se constrói sem os pequenos atos individuais, que são enquadrados em verdades pessoais, que são regidas pelas verdades da sociedade como um todo, e estão “impressas” em cada ser da mesma. O grande problema é que mesmo com bases iguais, todos os pensamentos se divergem, afinal, não somos iguais; o que é para um, pode ser perfeitamente injusto para outro, e ninguém quer se desfazer de seus idéias para acatar outros ideais que não são seus. A injustiça a um ser pode ser justificada se for pela busca da justiça em sua própria sociedade? Até que ponto o sacrifício individual justifica o bem comum da sociedade?

Porque muitas pessoas mesmo sabendo que vivemos em uma sociedade injusta e incorreta, não tentam ao menos contribuir para que a mesma se torne uma sociedade correta, e o mais próximo de uma sociedade justa, e assim que seus descendentes possam viver melhores e ter a oportunidade de evoluir realmente. Nesta indagação entra o egoísmo do ser. Ninguém luta por algo que não vai usufruir. O ser humano precisa descobrir que não existem verdades e ideais absolutos, e sim consensos de ideais comuns que podem ajudar o mundo a evoluir novamente. Mas, é possível chegar tão facilmente a este consenso?

Com certeza não, porém devemos estar abertos a novas aprendizagens, a novos conceitos, somente assim pode-se chegar a esse tão necessário conceito base; que deve nos guiar ao caminho que deve frear a involução que nos afunda como espécie e leva junto o mundo onde vivemos e tudo o que além de nós há nele.

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Lucas Soares Plentz

Colégio Marista Champagnat

Igualitário não, justo sim

O mundo melhor é uma fantasia criada por jovens que ouvem sonhos improváveis de pais como ganhar na loteria ou viver num mundo melhor. O pensamento de mundo justo hoje está atrelado a um pensamento de mundo melhor, mais humanista, mas a realidade é que o mundo é suficientemente justo, quem batalha cresce na vida, quem transpira mais na busca pelos ideais usufrui de melhores regalias. Agora vejo aproximadamente 30 jovens dissertando sobre um mundo justo, querendo tornar realidades sonhos, o que não é possível, tentando enganar a própria cabeça.

Todos sabemos que na situação atual o justo atinge a quase todos, alguns somente não recebem as devidas glórias pelo que fazem, mas se até mesmo super-heróis não recebem as menções honrosas pelos seus feitos porque nós seres humanos, lobos de nós mesmo e mereceriam, o mundo justo jamais seria possível, temos que apenas atingir um nível de justiça a nossa existência que seja capaz de não levar a sociedade a um total caos.

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Maithe Antonello Ramos

Colégio Kennedy

Vivemos numa sociedade justa?

A sociedade em que vivemos esta num estágio que as pessoas não se respeitam mais, onde um passa por cima do outro sem se importar com o sentimento e idéias de cada um, deixando valores de lado que são adquiridos ao longo de nossa vida, os quais são fundamentais para termos um ambiente com mais justiça e coerência.

Ao passo que o ser humano está evoluindo, ele parece deixar para trás conceitos importantes para não se tornar tosco e ignorante, deixando ser levado pelo o que é dito e não refletindo a respeito daquilo que lhe é apresentado. Dessa forma, fica evidente a dificuldade em que há de se tornar ou ser um cidadão justo, afinal, que não pensa e não possui autonomia de criticar algo, evidentemente, se esquece de perceber se vive num mundo quais as pessoas são justas e se o que lhe dizem ser justiça realmente é executado.

Até que ponto então, podemos ser considerados seres capazes de exercer a justiça, se o nosso próprio sistema nos contradiz? Até aonde seremos levados por opiniões de pessoas que se dizem melhores que nós, apenas por fazerem parte de um poder que os torna “melhores”, mas que na verdade disso nada serve, porque são os que mais cometem erros e, principalmente injustiças. Então pensamos, de que adianta o poder, se no momento que chegamos lá o conceito de justiça é esquecido e passa a ser algo banal?

Realmente a justiça está sendo esquecida por alguns, os quais não fazem questão alguma de efetuá-la; já outros têm sede por ela, mas não a consegue por suas chances de conseguir esse feito ser nula. Podendo ver assim, o quanto essa sociedade do qual fazemos parte, é injusta e como ela pode ser modificada, para que todos tenham a chance de se impor e de expressar suas opiniões, não se tornando meros seres que captam o que lhe é passado, mas sim pessoas capazes de criticar e de ser criticadas.

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Marcell Machado Cipolatt

Colégio Marista Rosário

Não acho possível uma sociedade justa, porém acho uma sociedade mais justa. É possível melhorá-la desde que haja mais oportunidades, estímulos e respeito. Não acho que uma sociedade justa seria aquela onde todos fossem iguais e não houvessem ricos e pobres, pois não estaríamos agindo com justiça e estaríamos prejudicando pessoas que tiveram interesse em estudar, se esforçar e tentar melhorar de vida, para favorecer o bem comum da sociedade.

A natureza do homem sempre foi de colocar o individualismo na frente do coletivismo e de competir, sempre tentando ser superior aos outros e colocando seu ponto de vista como se fossem melhor que todos os outros.

Mesmo na sociedade atual, percebe-se a dificuldade do homem em aceitar outras culturas e essa razão faz com que o homem às trate com diferenças e preconceitos. Assim sendo, não seria possível chegar a um consenso comum pata justiça.

Mesmo sendo muito difícil, acho que poderíamos melhorar a sociedade desde que mudemos muitos conceitos, respeitássemos as diferenças culturais e raças e começássemos a pensar um pouco no coletivo invés de sempre por o individualismo na frente.

Uma sociedade justa não é possível, pois não há como mudar o pensamento de todos, sendo que sempre haverá alguém querendo se aproveitar dos outros e que não respeite as diferenças e os defeitos dos outros.

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Matheus Senna

Colégio Marista Rosário

Uma cultura tende sempre a tratar com diferença algo incomum, estranho, que faça o homem sair de sua zona de conforto. Por isso que é muitas vezes impossível chegar a um consenso do que é exatamente uma justiça que faça o bem a todos.

Cada sociedade possui suas próprias crenças costumes e tradições, sendo assim cada sociedade pode acabar divergindo em costumes, crenças e ideais de outras sociedades. Essas divergências acabam prejudicando a inter-relação social. Essas divergências e dificuldade de relação acabam sendo traduzidas em até mesmo problemas sociais e éticos, como por exemplo, o preconceito étnico-cultural ou xenofobismo, problemas comuns em todo o mundo e que são decorrentes da grande dificuldade do homem de aceitar diferentes pontos de vista e culturas.

Por todos esses problemas e divergências, torna-se impossível que haja um total consenso sobre justiça. Em algumas culturas crê-se que um julgamento deva ter jurados, promotor e juiz, entretanto, em outras culturas os réus devem lamber panelas quentes e o fato da língua fazer bolha ou não, determinará sua sentença. Além disso, em muitas culturas, as mulheres não terem direitos como o de escolher com quem casar ou até mesmo que roupa usar.

Para que uma sociedade justa fosse possível, todos os participantes da mesma deveriam almejar o mesmo sonho sem querer, em momento algum, tirar proveito de uma situação ou tentar parecer superior a outro individuo. Através dos tempos, das inúmeras sociedades, inúmeras revoltas intelectuais se provou que sempre há alguém que deseja mais e que vai de alguma maneira tentar se aproveitar da boa intenção de outros para isso.

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Nathan Leão Peixoto

Colégio Marista Champagnat

Verdades sobre a justiça

Uma sociedade mais justa é aquela em que somos donos de nossa própria verdade, não sendo manipulados por nenhum tipo de instituição, indivíduos ou sistema.

Pensar é algo que traz uma sociedade para perto da justiça, mas vivemos em um mundo onde empresas, como a mídia, mudam essas “lentes” e “embaçam” o nosso modo de ver as coisas, nos tornando acomodados e fazendo-nos aceitar o que nos é dito.

Então, como dizia o filosofo Renée Descartes, a dúvida faz com que pensemos, e o pensamento, juntamente com a razão, nos traz a verdade e, usando dela podemos desmascarar as injustiças da sociedade.

Mas a sociedade é constituída de vários indivíduos e cada um deles possui verdades diferentes, “lentes” diferentes. Sendo assim, fazer com que todos entrem em um consenso do que é justiça é muito difícil, mesmo sem intenção, podemos cometer injustiças no processo, como escolher e sacrificar algumas idéias para a formação de um justo universal.

É possível afirmar que, embora isso seja um ideal que todos gostariam de ver, a justiça do mundo nem sempre é algo correto e fácil e, provavelmente, é uma utopia.

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Otávio de Macedo Menezes

Colégio Militar de Porto Alegre

É possível uma sociedade justa?

Para responder a esta pergunta é necessário, inicialmente, formular uma idéia do que seria essa sociedade justa. Se a justiça é meramente a igualdade de todos, então uma sociedade justa é impossível. De fato, existem diversas funções a serem exercidas por pessoas diferentes, funções essas que exigem habilidades distintas. Por exemplo, tanto o médico quanto o gari são importantes para a sociedade, mas o médico deve se preparar muito mais para exercer sua função. Por isso a profissão de médico é mais valorizada que a de gari. Numa sociedade plana, esses que precisam de mais habilidade podem entrar em conflito com os outros, que “fazem menos”, mas são iguais. É mais fácil fazer algo que não demande esforço se o benefício alcançado é o mesmo.

Justiça também pode ser entendida como igualdade de oportunidades. Numa sociedade justa todos teriam exatamente as mesmas chances de realizarem seus objetivos. Dada uma sociedade organizada dessa forma, após uma geração os filhos dos bem sucedidos estarão em vantagem sobre os demais e a sociedade não é mais justa.

A idéia de justiça está ligada à idéia de igualdade, que pode ser resumida em simples igualdade no primeiro cenário e igualdade de mérito no segundo. Da mesma forma, pode-se entender igualdade como algo entre aqueles de mesma casta, numa sociedade de castas. Atualmente, nossa sociedade adota a justiça da “meritocracia”, o que leva a pensar que, à primeira vista, essa sociedade nunca será justa.

O homem é um ser individualista, que busca sempre a própria satisfação mesmo que de forma indireta. Quem ajuda outra pessoa de modo desinteressado faz isso porque os princípios morais interiorizados nela a fazem sentir algo bom, o prazer de seguir aqueles princípios corretamente.

Para obter algumas coisas é necessário o trabalho em grupo. Isso leva à formação de uma sociedade, onde a divisão de tarefas favorece o bem de todos. No entanto, cada um deve abrir mão de algumas liberdades para não prejudicar os demais, permitindo a convivência em harmonia.

A sociedade capitalista favorece esse individualismo na medida em que é possível alcançar os objetivos trabalhando com os recursos fornecidos, pois essa sociedade não é rígida como uma sociedade de castas. Nesse contexto, é natural o surgimento do conceito de justiça como igualdade de mérito, onde aquele mais competente consegue mais resultados. Nesse sentido, nossa sociedade é muito injusta, pois as oportunidades não são as mesmas para todos.

Isso não significa que a injustiça não possa ser amenizada. Considerando o conhecimento como a ferramenta principal para a evolução na sociedade, educação pública de qualidade e livros baratos são medidas extremamente válidas, assim como um órgão coercitivo competente que garanta o cumprimento das leis desenhadas para uma estabilidade social.

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Paulo Victor Panazzolo

Instituto Estadual Cecy Leite da Costa

Justiça e Ideais

A sociedade em que vivemos hoje tem uma rotina comum e monótona, pois sempre se tem quase o mesmo objetivo. Nascemos, crescemos, temos infância, nos tornamos adolescentes, adultos, temos filhos. Tornamos-nos mais maduros com as experiências da vida, ficamos velhos. Tivemos, talvez, quase tudo ou boa parte do que a vida pode nos oferecer. Mas será que, ao decorrer da vida lutamos por nossos ideais ou pelo que queríamos?<>p Acredito que uma pessoa não vive sem ter um ideal. É este ideal que mantém a pessoa de cabeça erguida, com vontade de viver e faz acreditar em seu próprio potencial. O grande erro é que algumas pessoas desistem dos seus ideais porque enxergam uma barreira e acham que não conseguem ultrapassa-la. Se todos conseguissem atingir seus objetivos, teríamos um mundo justo?

Todas as pessoas sonham em ter um mundo justo. Um mundo em que todos possam viver em paz e harmonia. O ponto é que este mundo nunca surgirá do nada, e quem vive bem, acaba se acomodando e não se colocam na situação em que o outro vive. Isto, em si, já é um ato de egoísmo. É justo ver um mendigo deitado na rua, sendo que, por julgamento de alguns, está naquela vida porque quer? É justo julgar qualquer pessoa que está em uma situação ruim sem ao menos saber o pôr que de seguir aquele caminho? Se for “justiça”, está rimando com “egoísmo”, e isto não é o “justo” que o mundo precisa.

Só será possível uma sociedade justa quando o ser humano deixar de ser egoísta. Deixando o egoísmo de lado, haveria mais conversa, mais conhecimento de um para o outro. Só que chegar a um senso comum de justiça seria um desafio para todos nós. Com certeza, se o ser humano parasse para pensar que o seu desafio fosse chegar a um senso comum de justiça e o praticassem, seria um grande passo para uma sociedade justa.

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Ricardo Vivian

Colégio Marista Champagnat

Um mundo justo

Vivemos em uma sociedade onde a competição é um meio de sobrevivência, onde as pessoas estão superando umas às outras a todo o momento. O grande problema das competições que ocorrem atualmente na sociedade, é o resultado que as mesmas propõem perdedores e vencedores. Além deste, outro problema que afeta as competições, e consequentemente à sociedade, é a deslealdade.

Vivemos em um mundo injusto, e devemos lutar para melhorá-lo, quebrando o que a humanidade conhece como “sistema”, quando ele é falho. Devemos analisar caso a caso onde houve injustiças, porque muitas vezes, como acontece no governo brasileiro e em tantos outros, a justiça é cega para uns e severa ao extremo para outros.

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Rudá Pellini Farias

Colégio Marista Rosário

A sociedade de um modo geral pode ser comparada a um grande urso, que hiberna após uma longa jornada de avanços. No momento, a população dorme, para esquecer da bomba que está em suas mãos. Temos que perceber que o prior problema não é realmente a bomba e não buscarmos uma solução para ela, é em permanecermos adormecidos e estáticos diante aos erros ao deixar ela estourar.

Só é possível diagnosticar o estado de sono profundo, ao perceber que embora ao encontrarmos pequenas soluções para pequenos problemas, o caos continua a aumentar, e o grande problema e cada vez maior.

Procuro acreditar nisso, para não me tornar louco, pois se não estamos dormindo e temos consciência de nosso problema, mas não fazemos nada, o desastre será muito maior...

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Thiele Marangon Vidal

Colégio Kennedy

É possível uma sociedade justa?

É complicado responder esta pergunta, pois estamos cada vez mais mergulhados em um mundo onde as pessoas só pensam em seu bem-estar e não se preocupam com a situação dos outros. O mundo atual está se tornando, cada dia mais, injusto e egoísta. Podemos ressaltar porém, que não é o mundo que está se destruindo, mas sim, as pessoas que nele vivem.

Atualmente, as pessoas estão somente se preocupando com seu bem-estar, mesmo que para isso tenham que passar por cima de outras. Criando assim, uma visão egoísta e antropocentrista. As pessoas estão cada vez mais estagnadas, pois hoje em dia, não precisa pensar muito para crescer na vida. Existem dois meios para alcançar os objetivos, o mais correto e o mais prático, e infelizmente o prático está se tornando mais comum.

O termo justiça leva nós a pensar em um mundo correto, igualitário e sem problemas, mas até que ponto o ser humano pode ser totalmente justo? É da natureza humana ser bondoso? Infelizmente estas perguntas nos levam a pensar que o se humano está cada vez mais corrompido e que uma mudança necessária, não está sendo realizada.

Vemos pessoas empenhadas em mudar a sociedade em que vivemos, porém esta mudança não pode partir de um ou duas pessoas, mas sim de toda uma nação que busca um ideal em comum: a justiça.

Do modo em que as coisas estão indo, poucos acreditam na justiça e muitos nem pensam nela, ou por acharem impossível ou por estarem tirando proveito desta injustiça. Por isso, espero levar você a pensar no caminho em que isto pode seguir, um caminho sem voltas, um caminho que pode levar o mundo a um verdadeiro burraco negro onde ninguém respeitaria ninguém e não teria sentido a vida. A busca pela justiça deve estar dentro de cada um, porém só juntos poderíamos acabar com tamanha injustiça.

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Thomas Amaral Berquó

Colégio Marista Champagnat

Baseando-se na teoria de Renée Descartes, em que para a pessoa buscar a verdade ela deve duvidar de tudo e de todos, a sociedade deve pensar se isso possibilita ou contribui para a formação de uma sociedade justa. E se é possível que uma sociedade justa tenha desigualdade.

A partir dos pensamentos de Descartes, que mostraram para as pessoas que é fundamental pensar para progredir e não ser manipulado pelos outros, pode se obter um dos ideais para uma sociedade justa, pois, a primeira coisa que se deve fazer antes de realizar um projeto ou tomar uma atitude é pensar.

Uma sociedade justa é possível, basta conciliar o pensamento com a razão e assim poder desfrutar das conseqüências boas que isso vai trazer, desmascarando as injustiças e tornando o mundo melhor mesmo com suas diferenças, aliás, qual seria a graça de viver em uma sociedade onde tudo é igual?

Enfim, filósofos como Descartes, Sócrates, Platão entre outros pensaram de uma forma crítica, que traria a justiça para a sociedade, tais idéias forma tão bem aceitas que persistem até hoje em dia.

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Tiago de Souza Basso

Colégio Marista Champagnat

Junto e misturado

Por obra do acaso acabei conhecendo de um trecho pequeno Uma fagulha numa fogueira, da filosofia de Spinoza. Tampouco sei se é de fato esta uma filosofia de Spinoza, o fato é que, por obra do acaso, o que interpretei acabou se moldando como água na proposta do tema. Spinoza, enfim, foi um filósofo que acreditava que o mundo é uma única substância, incapaz de se dividir e que se originou de si mesmo, ou seja, não teve início. Paro e reflito: se Spinoza está realmente certo, porque então existem tantas fronteiras e divisas no mundo? Entramos num paradoxo, lugar incomum onde tantas vezes penetra a filosofia ao querer chegar a alguma resposta, vendo-se dando voltas que sempre remetem à linha de chegada. Ainda dissecando esse mural de idéias, por que não se perguntar de onde vieram tantas culturas? Seria exagero concluir que a expressão característica de um povo oriundo da alienação do próprio? Apesar da miscelânea de etnias, uma sociedade muitas vezes vive alienada mesmo achando-se globalizada.

Tomamos de exemplo os Estados Unidos. Apesar de ser o ápice da globalização, comércio e desenvolvimento, o país ainda pensa que o Brasil só há índios pelados empunhando arco e flecha e que a capital é Buenos Aires.

Será que Spinoza realmente achava que o mundo é algo íntegro? Spinoza, para revolta dos rebeldes, ainda propunha que o Destino de cada um já está preparado não tendo condições de modificá-la, apenas de conhecê-lo. Ora, mas apenas os tolos se conformariam com este contrato, os inteligentes entortariam as grades da cela. O que ocorre é que, mesmo que driblamos os obstáculos do Destino, o nosso Destino já foi programado assim, ou seja, a nós medíocres seres, o Destino é aquele até o final e precisamos transcendê-lo. Para o Destino, a nossa rebeldia faz parte do caminho.

Liberdade é também uma parada na filosofia de Spinoza. O sacrifício individual exigido de alguém para fazer o bem para a sociedade muitas vezes funciona como uma algema atada nas mãos. Nos escravizamos, com sonhos que tampouco sabemos se serão concretos, tudo em prol de liberdade e justiça. E até que ponto essa “escravidão” nos prejudica? Somos constantemente submetidos, basta um governo funcionar para isso. Por enquanto esse não é um governo do nosso agrado, mas quando ele transfigurar num de plena ordem e transparência, talvez experimentemos uma liberdade de asas aparadas. Seremos felizes, mas dentro de um padrão. Essa liberdade dependerá de uma harmonia, que é muito mais que um abraço amigo de leste a oeste do globo. Dependerá de paz, que não é uma eterna tranqüilidade. A paz que sonhamos não é aquele que buscamos nos filmes, com longos abraços apertados de amigos e apenas amigos, desse jeito, os amigos viviam chatos e a paz seria um inferno. A paz tem várias facetas e caras e ainda há quem queira deixá-la com um único significado. E o que falar da harmonia? Empregos para todos, desde o mais miserável pedinte até o herdeiro do Bill Gates, todos no batente. Atirar tochas de fogo no preconceito e sepultá-lo. Unir desenvolvimento e meio ambiente numa espécie de novos jardins suspensos da Babilônia.

Há quem pense que harmonia é um eterno piquenique. Há quem pense a paz é o sonho do mundo quando dorme. Há quem a transfigure numa pomba branca com um ramo preso na ponta do bico. Mesmo com tantos pontos de vista sobre um mesmo assunto, Spinoza ainda quer mexê-los num mesmo caldeirão. Filosofias contrariam-se. Umas juram que para haver felicidade a alguns cabe a tristeza a outros. E se, vamos seguir todas essas filosofias talvez, por obra do acaso, caminhando com consistência da consistência, por sorte tudo talvez se uma, formando uma liga gigante. Formando uma única substância. Uma substância chamada harmonia.

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Vicente Rodrigues Marczyk

Colégio Marista Rosário

A Mobilização na Busca do Inalcançável

Uma sociedade justa, equilibrada onde não há preconceitos, oprimidos e opressores é alvo de desejo de uma grande maioria. É um sonho, uma meta, mas ainda assim, um ponto perdido no infinito, inalcançável. Por mais que tentemos, ela estará sempre fora de nossa capacidade.

A essa impossibilidade de alcance podemos atribuir duas principais causas. Primeiramente, o fato de tal meta ser totalmente disforme, apresentando-se de uma maneira diferente na mente de cada um. Em segundo lugar. O fato de ser baseado em uma visão unilateral de justiça. Não podemos pretender que pessoas com diferentes crenças e ideais vão lutar juntas. Elas irão à direção da sociedade que idealizaram em suas mentes.

A impossibilidade dessa obtenção porém, não fazer com que desistamos. Pelo contrário, ir em busca do impossível é um ato de crescimento pessoal e coletivo. Lutar por algo que sabidamente não será alcançado exige muito mais força e muito mais perseverança e vida. Vida no seu significado integral, complexo e dinâmico, onde é o poder de nossas relações que servem de combustível para seguir tentando. A sociedade justa estará cada vez mais próxima, ainda que nunca venha a chegar.

Devemos seguir sempre lutando por aquilo em que acreditamos. Os resultados, ainda eu não dependam só de nós, serão certamente satisfatórios. Nós não somos capazes de mudar o mundo inteiro, mas não podemos permitir que isso faça com que o mundo mude nosso jeito de pensar.

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Yuri Lima Pereira

Colégio Marista Champagnat

A sociedade nunca será justa para todos, pois ainda não existe e nem existirá uma sociedade perfeita, isto é uma utopia. Sempre alguém irá alguém ficar satisfeito e sempre alguém achará que está sendo injustiçado e que tentará mudar a realidade em que vive por achar que há desigualdade, isso ocorre desde os tempos primórdios.

A sociedade está sempre em busca de evolução, sempre buscando melhorar a qualidade de vida, mas ela só irá evoluir até certo ponto, onde haverá desigualdade, mas esta será mínima. Até porque as pessoas vivem realidades diferentes e o que é certo para um será errado para o outro, e o mais forte sempre dominará o mais fraco, assim gerando desigualdade.

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Alexia Biasibetti

Colégio Marista Champagnat

Por que em uma sociedade, ainda existem pessoas conformistas e conformadas?

Com base nas apresentações, juntamente com as perguntas elaboradas em sala, gostaria de deixar a reflexão: vale a pena poucas pessoas lutarem por ideais universais, como foi o iluminismo e o renascimento cultural?

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Ana Paula Radünz Vieira

Colégio Marista Rosário

Se a busca pela justiça move o ser humano, pôr que cometemos injustiças?

Nenhuma verdade é absoluta. Podemos unir nossos ideais mas nunca dissolve-los. Cada um é diferente.

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Anna Paula Bennech

Colégio Marista Champagnat

Dizer que o “sistema” não muda é uma atitude conformista, pois insinua que mesmo que façamos nosso máximo, só poderemos melhora-lo e não reinventa-lo. O “sistema” surge a partir de um embate de ações que ocorrem no dia-a-dia. Quem vive esse dia-a-dia somos nós e não esse tal “monstro de sistema”.

Mais justa é o termo mais ouvido em promessas políticas e campanhas atuais; já o justo não é sequer comentado. Eu sei essa diferença, a compreendo? Além das compreensões teóricas, o que eu faço para que seja posta em prática essa justiça? Eu quero fazer? Eu quero mudar a minha vida por isso? Eu entendo a minha luta?

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Augusto Wankler Hoppe

Por que o homem não consegue aceitar as outras culturas mesmo existindo uma sociedade tão mista?

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Aurora Duarte Morossino

Colégio Marista Champagnat

* É possível ou provável uma sociedade mais justa?

* De que maneira o sistema interfere na mente das pessoas sobre uma sociedade justa?

A partir dos trabalhos e discussões apresentados, começamos a relfetir sobre a questão proposta de uma forma mais crítica. O fato é que é provável a possibilidade de mudança, mas será que é provável que essa mudança aconteça? Se formos analisar o mundo, não porque as pessoas ou a maioria das pessoas só pensam, mas não agem, pois acabaram se conformando com o sociedade em que vivem.

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Bernardo Almeida Machado

Colégio Kennedy

O que é justiça?

O que é justiça? O que é viver? O que é correto? Perguntas que podem e devem ter muitas respostas diferentes. Aonde tiramos conclusões e pensamentos muito opostos. Lembrando sempre, o que é certo para alguém é errado para o outro.

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Brenda Ritta Zeferino

Colégio Marista Champagnat

Procuramos e discutimos sobre a justiça que deve ser implantada na sociedade, mas quando vamos começar a mudar nós próprios em busca da sociedade justa? A justiça mundial tão cobiçada não é apenas uma causa pela qual lutar por uma bandeira para defender é uma opção de vida. A mudança começa de dentro para fora, do menor para o maior.

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Bruna Gonçalves Aguiar

Colégio Marista Champagnat

A justiça não seria a polícia, o juiz, o advogado fazerem sua parte?

Se a justiça existisse não precisaríamos de muitos profissionais, como os policias juizes, advogados e talvez até filósofos e psicólogos.

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Carlos Edinger e Isadora Paiva

Colégio Marista Rosário

Ao longo do trabalho, percebemos que existem opiniões variadas sobre este assunto. Mantemos, porém, a mesma visão que tínhamos anteriormente. Uma sociedade justa é impossível, pois para o funcionamento do mundo, existe a necessidade da existência de explorados e exploradores. Essa desigualdade faz com que a justiça seja impossível.

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Carolina Kerber

Colégio Marista Champagnat

Existe o justo universal? E se não existe, que justiça queremos pôr em prática?

Nunca poderá haver um mundo justo enquanto existir conformismo das pessoas.

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Cristofer William da Silva Folchini

Instituto Estadual Cecy Leite da Costa

Porque é tão difícil das pessoas respeitarem o espaço do outro? Sendo que na minha visão tudo seria justo se cada um respeitasse o outro.

A nossa vida é muito curta e deve ser aproveitada, na minha opinião, não só para nós mesmos, mas fazer coisas pensando também nos outros, assim sendo, não todos, mas uma grande maioria, quem sabe, poderia se conscientizar e no futuro teremos uma sociedade justa, com um respeitando o outro, suas diferenças e seus costumes, não se deixando levar pelo que a mídia nos traz e sim viver o mundo real as coisas verdadeiras.

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Diane Pereira Silveira

Colégio Kennedy

Pessoas justas à procura de um mundo correto, mas elas realmente sabem o porquê de fazer justiça?

Injustiça? Pôr que a sociedade é injusta? È o caminho mais correto ou mais fácil?

I) Até que ponto o sacrifício individual justifica o bem comum da sociedade? Para alcançar o caminho correto ou mais fácil?

II) Pôr que o homem não consegue aceitar outras culturas mesmo vivendo na sociedade atual?

III) Como é possível chegar a um consenso de justiça?

“Tentar não é conseguir, mas os que conseguiram um dia tentaram”.

* Correr atrás dos objetivos, tentando sempre, viver em harmonia com o próximo.

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Douglas de Quadros da Silva

Colégio Militar de Porto Alegre

O exercício reflexivo conseguirá contribuir satisfatoriamente para a melhoria da sociedade quanto a justiça, ou então, o que for sintetizado neste ambiente é positivo ao conceito do que é justo. Além disso, a nação da justiça que a sociedade induz, através das suas contestações reflexivas resulta em algo melhor?

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Eduardo Osório Rizzati

Colégio Marista Rosário

1) Será que apenas a imposição de normas constitui um caminho para o alcance de uma sociedade justa?

A inflexibilidade do homem é responsável pela injustiça. A ausência de iniciativa é, potencialmente, o grande mal que freia seu avanço de forma harmoniosa.

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Felipe Ourique de Mello

Colégio Kennedy

Foi concluído que:

Não há vida sem desafios, e todo o homem nasce com ganância dentro de si. Também concluímos que a busca pela justiça é o início e o fim da vida de todos. Então, estaria esse mesmo homem usando sua ganância de maneira errada, forçando a busca pela justiça do homem e aumentando a vontade de passar por esse desafio?

“Todo homem necessita de desafios para viver, seja qual for o desafio, o ser humano sempre vai usar a sua felicidade ou ter o poder, somando ou diminuindo para sua sociedade.”

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Gianpierre da Rosa Alexandre

Instituto Estadual de Educação Sapiranga

A evolução e o princípio da humanidade e nós somos o princípio da evolução, mas sem a justiça e sem a ética, perdemos nossos próprios princípios, sendo assim, será que vivemos em um mundo ético e justo capaz de fazer com que a humanidade continue evoluindo?

O ser humano busca sempre mais, busca mais do que tem, mas do que o outro tem, sempre traça objetivos, só que muitas vezes esses objetivos acabam sendo egoístas e gerando conflitos entre a sociedade.

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Guilherme Zollim Franco

Colégio Kennedy

A justiça pode ser imposta na sociedade atual ou necessitamos de uma mudança radical para a realização desta?

Atualmente com tanta corrupção é difícil definir o tema justiça, pois a atual sociedade é envolvida em diferenças de classes sociais, onde é definido o rico e o pobre com desigualdade.

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Henrique Keller

Colégio Kennedy

O quê vai ser do mundo sem justiça?

A justiça hoje é nada mais nada menos que, um meio lógico de se formar uma sociedade.

Até que ponto o sacrifício individual justifica o bem comum da sociedade?

Ética ↔ Base de tudo!

“A justiça é justa?”

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Janaína Tatim

Colégio Marista Rosário

Tu acreditas na justiça como um processo evolutivo? Considerando que sim, um processo evolutivo é linear?

Quem tem menos tem menos por quê?

O tema justo/justiça é muito plural. O sentido de justo/justiça se altera de acordo com a perspectiva de que é observado.

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João Henrique Muniz Conte

Colégio Marista Rosário

Não nos responsabilizando pelos nossos atos, estaríamos sendo injustos conosco ou com os outros? Pôr que?

É nossa convicção de que já atingimos o real moral que nos priva da aceitação de outras culturas.

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Karine Ribeiro Morche

Marista Rosário

Por que o “sentido” de justiça alterna tanto de uma pessoa para outra?

Como é possível “equilibrar” a justiça?

Como é possível chegar a um consenso de justiça?

O ser humano necessita ter alteridade, só assim será possível aceitar outras culturas, fazer um sacrifício individual para o bem comum e ser ético, tentando assim chegar a um consenso de justiça, sendo possível uma sociedade justa.

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Kenya Venusa Lampert

Colégio Kennedy

A justiça é real, uma vez que a justiça de uns, é a injustiça de outros?

Exemplo: Um pai de família preso por assalto. È justo ele ser condenado, uma vez que queria apenas matar a fome de seu filho?

Como já mostrei em minha pergunta, a justiça está nos olhos de quem vê, quem esta na situação. Não é possível nunca que se faça justiça a todos, uma vez que o ser humano é descontente, sempre se achando injustiçado, escondido atrás dos seus atos.

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Lucas Martins da Rosa

Colégio Kennedy

A injustiça a um ser; pode ser justificada se for para a busca da justiça a um ou mais seres? Seria justo o sacrifício de ideais para um bem em comum?

A justiça individual não pode ser o alcançada sem que exista uma base de justiça na sua sociedade.

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Lucas Soares Plentz

Já houve uma sociedade justa?

Na minha concepção o ser humano ao longo da história tentou alcançar esse obejtivo e até hoje luta por isso.

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Maithe Antonello Ramos

Colégio Kennedy

Nós vivemos numa sociedade justa? E de que forma podemos mudá-la?

Com base no que foi mostrado para nós; através de textos, apresentações e debate, foi possível perceber e quanto a questão da injustiça e do ser justo causa uma grande polêmica, até porque esse assunto leva em questão diversos aspectos que observamos na sociedade qual vivemos.

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Marcell Machado Cipolatt e Matheus Lima Senna

Colégio Marista Rosário

O que leva o homem a ser injusto? Pôr que sempre na sociedade existe um explorador e um explorado?

Pode se concluir, ao longo do dia, que cada pessoa tem uma opinião singular, um ponto de vista diferente, para cada subtítulo do conjunto tratado. Provando que antes de se obter uma sociedade justa, seria necessário muitos debates, discussões e divergências para que se chegue num consenso do que é certo e melhor para todos.

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Nathan Leão Peixoto

Colégio Marista Champagnat

Se duvidarmos do que nos é dito, iremos buscar nossa própria verdade. Sendo assim, não há riscos de sermos manipulados por nenhum tipo de sistema, instituição ou indivíduo, logo a justiça não será algo certo ou errado, mas uma verdade própria.

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Otávio de Macedo Menezes

Colégio Militar de Porto Alegre

Existem critérios e objetivos para definir se uma situação é justa ou não?

O ser humano é egoísta, buscando sempre a própria felicidade. No entanto, isso inevitavelmente gera conflitos, cuja resolução deve ser buscada numa base comum aos conceitos de justiça de todos.

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Paulo Victor Panazzolo

Instituto Estadual Cecy Leite da Costa

1) Pôr que o mundo está desse jeito? Pôr que o ser humano é egoísta?

Como que o ser humano pode alcançar um mundo justo sempre pensando no próximo?

O homem estará sempre em busca de nossos desafios. A vida não tem sentido sem desafios e o ser humano sempre está atrás disso.

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Ricardo Vivian

Colégio Marista Champagnat

Dizemos que a justiça é cega, mas será que ela é cega para todos?

Todos queremos justiça, mas precisamos entender que existem diversos tipos de justiça e diversos meios de interpretação.

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Rudá Pellini Farias

Colégio Marista Rosário

Até que ponto vai a minha responsabilidade com a justiça, sendo correto, mas sem cometer injustiças?

O que é viver a vida?

- Vida

- Consumismo

- Liberdade

- Justiça

- Independência

- Morte

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Thiele Marangon Vidal

Colégio Kennedy

O que é viver justamente?

Como podemos observar nos trabalhos e discussões, há várias concepções do que realmente é justiça, e se pode existir um mundo mais justo. Acredito ter possibilidades de haver uma sociedade mais justa, mas isso não depende de uma ou duas pessoas, depende do caráter e honestidade de uma nação.

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Thomas Berquó e Lucas Plentz

Colégio Marista Champagnat

A sociedade justa não é possível devido ao fato de quem tem mais, ter de abrir mão para os que tem menos poderem se equivaler, sendo também considerável que os que tem menos receberiam de “bandeja” os méritos pelos quais os outros lutaram por isso. Isso tornaria a sociedade mais justa? Sempre a sociedade justa seria a totalmente igualitária, ou uma sociedade desigual pode ser justa?

A sociedade mais justa não pode ser imposta hoje, o mundo todo deveria se reorganizar para alcançar a sociedade justa que não caso não necessariamente é uma sociedade igualitária.

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Tiago de Souza Basso

Colégio Marista Champagnat

Será possível ser feliz numa forma de vida como a nossa?

Muitas vezes, o mais fácil é adaptar a uma forma de poder do que protestar contra ela. Logo, podemos ser felizes sim, visto que a justiça nem sempre é capaz de afetar nossa vida. É tudo uma questão de relatividade. Injustiça pode ser ter o lugar na fila do caixa furado ou ser deposto do país por ser de alguma cor.

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Vicente Rodrigues Marczyk

Colégio Marista Rosário

Se todos os homens buscam a felicidade e todos pensam e raciocinam, por que não trabalham juntos em um único projeto? Será que o que diferencia eles é o conceito de felicidade e o modo de pensar?

O homem é movido pela superação. Acontece, porém, que essa conquista só ganha valor quando admirada pelos outros. Ter a admiração dos outros é ter poder. È por isso que a mídia promove indivíduos: ela mostra suas conquistas.

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Yuri Lima Pereira e João Henrique de Oliveira

Colégio Marista Champagnat

Por que normalmente nunca estamos satisfeitos com o sistema em que vivemos?

O sistema nunca agrada a todos, pois cada um tem seu modo de percepção e as pessoas vivem em realidades diferentes. Por exemplo, uma pessoa com bastante poder aquisitivo que tem voz na comunidade achará que o sistema é ideal. Já uma pessoa de baixa renda e com pouca voz na comunidade irá achar que esta sendo injustiçada. Depende muito do ponto de vista de cada um.

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Carolina Mendes de Oliveira (2) e Taciana Nunes de Azevedo (3)

Hora do Conto: Um Encontro Filosófico (1)

Resumo: Este artigo apresenta o trabalho desenvolvido por professoras responsáveis pela Biblioteca Tiradentes, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Cinco de Maio, no ano de 2008. As Horas do Conto, além de proporcionarem momentos de prazer, através da leitura dos livros e textos literários, buscam ter um viés filosófico, envolvendo os alunos em uma comunidade de investigação. Assim, por meio de um diálogo reflexivo, no qual todos os sujeitos envolvidos na discussão são ouvidos e respeitados, o ambiente escolar se torna um lugar de indagações e estruturação de idéias e valores, imprescindíveis para a construção de uma sociedade justa, tema central do projeto interdisciplinar em nossa Escola e da I Olimpíada de Filosofia do RS.

Palavras-chave: Hora do conto; diálogo reflexivo; atitude filosófica; Olimpíada de Filosofia.

Introdução

Filosofar é algo como brincar por dentro,
com as próprias idéias
Sérgio Sardi

Durante os últimos anos, um grupo de professoras da Escola, tem estudado a proposta de Filosofia com Crianças, tendo como referência cursos com o Prof. Dr. Sérgio A. Sardi (4), assim como, seus subsídios para a compreensão da metodologia e a articulação desta, na Proposta Pedagógica da Escola. Como o Setor da Biblioteca atende todas as turmas e realiza a Hora do Conto, entre outras atividades, estes momentos, também, transformaram-se em encontros filosóficos.

Entende-se que a Hora do Conto é um dos momentos importantes em que a Literatura se faz presente na vida dos estudantes, é preciso então, oferecer oportunidades de leitura de forma diversificada e interessante. Esta atividade visa estimular e qualificar a leitura, pensar, repensar e analisar as obras trabalhadas, além de despertar o prazer pela mesma. Estes objetivos, somados à postura filosófica, têm provocado mudanças significativas nas relações e aprendizagens dos envolvidos.

Com a intenção de socializar a experiência que ocorreu durante o ano de 2008, transcorre este artigo.

O trabalho desenvolvido na Biblioteca escolar e a Atitude Filosófica

Compreende-se por “atitude filosófica” as ações favorecedoras de um ambiente democrático. Utilizando-se dessa atitude filosófica, incentiva-se a criança a pensar, argumentar, dialogar, elaborar possíveis conclusões, ouvir e respeitar opiniões, algumas vezes, antagônicas.

Deste modo, o pensar filosófico está presente no cotidiano, e cabe ao professor potencializar o desenvolvimento das habilidades básicas do pensar. Souza (2003) utiliza o conceito “pensar bem” para referir-se a um conjunto de habilidades:

O pensar bem ou o “bom pensamento” acontece quando somos capazes de mobilizar, orquestradamente, nossas habilidades cognitivas, ou seja, as habilidades de raciocínio, as habilidades de investigação, as habilidades de formação de conceitos, e as habilidades de tradução ou interpretação. (p. 55)

A atitude filosófica, favorecendo o “pensar bem”, nas Horas do Conto da Biblioteca Tiradentes, proporciona momentos de apreciação de histórias de diferentes temas, gêneros e estilos, entre eles: contos de fadas, poesias, notícias, descrições e narrações. As exposições são realizadas com diferentes técnicas, como narrativas com livros, utilização de fantoches, teatros, histórias apresentadas com o auxílio de avental pedagógico e apresentações visuais com mídia eletrônica (aplicativo microsoft power point).

A partir da contação de histórias sempre há discussões a respeito das mesmas, otimizando o protagonismo dos alunos. Utiliza-se, em alguns momentos, técnicas, como por exemplo, a caixa com perguntas para provocar o debate. Assim, as questões propostas desenvolvem habilidades cognitivas, pois as crianças pensam, expressam suas opiniões, ansiedades, dúvidas e formam, deste modo, a comunidade de investigação.

Muitas vezes, as questões que iniciam o diálogo também questionam a obviedade das coisas, assim como diz Sérgio Sardi (2005, p.14): “o “óbvio” é só aquilo em que paramos de pensar, ou repetimos sem pensar.” Portanto, o óbvio pode não ser tão óbvio quanto parece e pode ser questionado. Pensando dessa forma, o diálogo filosófico abre-se a todos os tipos de questões e permite que as opiniões dos envolvidos sejam ouvidas assim, como ampliadas.

Ao propiciar um ambiente em que as questões provocam o diálogo e a aprendizagem, ultrapassa-se do “depósito” de conceitos, para outras possibilidades, em que os sujeitos se relacionam e interferem no contexto. Como diz Freire (1987)

(...) o diálogo é uma exigência existencial. E, se ele é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de idéias a serem consumidas pelos permutantes. (p. 79)

Ainda, de acordo com este educador, “existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo (1987, p.78).”

Salienta-se que nesta concepção, o respeito pela fala do outro é muito importante, pois todos expressam suas idéias, sem que haja o medo do julgamento, o certo ou o errado das respostas. Esta proposta ocorre com a postura mediadora da professora. As intervenções deste auxiliam na articulação e construção de conceitos ditos pelos alunos, na retomada de falas quando pertinente e estimula que os mesmos elaborem perguntas. À professora cabe também, assegurar que não ocorra a monopolização de alguns em detrimento de outros. Assim como, refletir com o grupo sobre as questões e conceitos discutidos sem o intuito de alcançar uma verdade absoluta.

A Olimpíada de Filosofia (5)

A participação da Escola com os alunos na I Olimpíada de Filosofia do Rio Grande do Sul, desencadeou e intensificou uma sistematização de atividades referentes a metodologia de Filosofia com Crianças, sendo realizado um projeto interdisciplinar na Escola com os estuantes de 5ª a 8ª séries. E, na Biblioteca, foram oportunizados a estes alunos, espaços para a articulação das discussões, da seguinte maneira: ocorreram horas do conto, propiciando o debate filosófico; oficinas com leituras, debates e produção textual, com o tema central da Olimpíada- “É possível uma sociedade justa?”. Estas atividades favoreceram e caracterizaram a comunidade de investigação no espaço da Biblioteca.

Devido aos avanços com relação a motivação, aprendizagem e melhorias nas relações entre as turmas, pretendemos ampliar esta proposta na Biblioteca. Também, objetivamos participar da II Olimpíada de Filosofia no próximo ano, pois entendemos ser uma oportunidade para mantermos vínculos com demais integrantes desta proposta, além do limite de nossa Escola.

Entendemos que esse movimento, favoreceu muitas trocas entre os profissionais da educação, envolvidos com esta proposta. Percebemos que o próprio pensar e as discussões, entre as professoras, sobre como organizar espaços/tempos que favoreçam o desenvolvimento da Filosofia com Crianças, assim como, trabalhar com o tema central da Olimpíada, provocou neste grupo a vivência da comunidade de investigação, conseqüentemente, a necessidade de estudar e se apropriar desta metodologia.

Os textos trabalhados

As escolhas dos textos tem como premissa facilitar indagações e a reflexão, pois é através destes que surgem possibilidades de vinculá-los a demais propostas da Escola e com o tema da I Olimpíada de Filosofia do RS.

Neste ano (2008) os textos do livro ULA, brincando de pensar, de Sérgio A. Sardi (2004), foram trabalhados com os alunos de todos os segmentos da Escola, com o intuito de levantar discussões a respeito dos temas e perguntas das histórias contidas no livro. Os questionamentos, aparentemente simples, trouxeram à tona idéias e pensamentos muito interessantes como o de indagar sobre a existência, a história de cada um, o porquê das coisas serem do jeito que são, as dúvidas em relação às escolhas e as conseqüências de suas decisões. Isto fez os alunos pensarem sobre situações que para eles, até então, eram tidas como normais, consideradas óbvias. As discussões foram marcantes, visto que uma menina da 7ª série, ao escolher um livro para sua leitura, comentou: “estou lembrando daquela menina que não sabia o que escolher...”. Fez isso em referência à história Escolher e Decidir, que consta no livro, e a menina citada era a personagem ULA.

Na utilização de variados estilos literários, alguns textos se prestam mais para a reflexão e discussão e outros, nem tanto. Ainda assim, é possível, a partir de diferentes textos, incentivar uma reflexão filosófica. A busca por essa atitude filosófica é constante, mas não imposta. Em alguns momentos é necessário apenas “sentir o cheirinho de história no ar” e contá-la, para o divertimento do público ouvinte. Como Abramovich (1989, p. 24) afirma “ouvir histórias é viver um momento de gostosura, de prazer, de divertimento dos melhores... É encantamento, maravilhamento, sedução...”. Assim, as histórias, a princípio, alimentam o imaginário da criança e proporcionam esse “momento de gostosura”.

A seleção dos textos, a serem trabalhados na Biblioteca, é realizada de maneira a contemplar as diferentes faixas etárias existentes na Escola. Busca-se apresentar histórias de boa qualidade literária que desperte o interesse do público, tendo em vista os objetivos a serem alcançados. Deste modo, a Hora do Conto tem como finalidade estabelecer uma ligação entre fantasia e realidade, desenvolver a imaginação, a criatividade, ampliar as experiências e o conhecimento de mundo, além de instigar o pensamento, analisar e refletir sobre diversos temas, elaborar novos conhecimentos, relacionar informações e construir as próprias conclusões. Através destes encaminhamentos notamos que na Biblioteca ocorre o encontro filosófico.

Considerações finais

Através da atitude filosófica, as aulas na Biblioteca buscam transformar o espaço escolar em uma comunidade de investigação, tendo como ponto de partida uma obra literária. Neste contexto, as discussões buscam relacionar as situações dos textos lidos com o cotidiano, através de perguntas filosóficas. Desta forma promove o desenvolvimento do fazer filosófico, algo que aconteceu de forma mais intensa com a participação dos alunos na I Olimpíada de Filosofia do RS, o que nos instiga a participar dos próximos eventos a serem realizados.

Priorizando sempre uma educação de qualidade, busca-se um fazer pedagógico voltado para o desenvolvimento integral do aluno. Não basta apenas transmitir conteúdos, é necessário problematizá-los, discutí-los e construí-los. Portanto, a Biblioteca se torna um suporte da sala de aula, onde a Hora do Conto acaba sendo um momento de reflexão e de discussão. Assim, desenvolve o pensamento crítico dos alunos o que auxiliará na construção de uma sociedade mais justa, colaborando com melhorias na educação como um todo.

Deste modo, visando a participação de todos os sujeitos envolvidos no processo educacional, aos poucos estamos promovendo encontros filosóficos e tornando a Biblioteca escolar um lugar prazeroso e reflexivo.

Referências bibliográficas

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1989.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra,1987.

SARDI, A. Sardi. ULA: Um diálogo entre adultos e crianças. Petrópolis, RJ: Vozes: 2005.

SARDI, A. Sardi. ULA: Brincando de pensar. Petrópolis, RJ: Vozes: 2004.

SOUZA, Nivaldo A. de. A criança e o Pensar. Santa Catarina: Sophos, 2003.

1) Texto produzido pelas professoras do setor da Biblioteca Tiradentes da E.M.E.F. Cinco de Maio. Montenegro/ RS. Nov, 2008.

2) Professora Bibliotecária. Graduada em Educação Artística. Especialista no Ensino da Arte.

3) Professora Bibliotecária. Graduada em Letras (Português e Literaturas da Língua). Especialista em Psicopedagogia Institucional.

4) Filósofo e escritor. Professor Doutor da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS).

5) I Olimpíada de Filosofia do Rio Grande do Sul, evento educacional incentivado e assessorado pela Associação de Cursos de Filosofia do Sul do Brasil (Fórum Sul de Filosofia) e pelos cursos de Filosofia do Estado do Rio Grande do Sul, realizada em 22/11/2008, na PUC/RS.

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Dayanne dos Santos

Relatório da I Olimpíada do RS

Na parte da manhã teve atividade de confraternização, mesa de abertura e apresentação artística.

Os professores da PUCRS, Sérgio A. Sardi, Adão Clóvis e Draiton Gonzaga de Souza, argumentaram o surgimento de Olimpíadas e sua importância. Justificando que a intenção desta Olimpíada não era a disputa, como acontece em eventos competitivos. A proposta é a de uma integração em que não há apenas um vencedor. Todos que estavam lá participando já eram considerados vencedores.

A apresentação artística teve sua importância. Os estudantes do Colégio Kennedy, sendo eles autores da peça apresentada, passaram a mensagem de que algumas atitudes mal tomadas levam a conseqüências dramáticas e irresponsáveis. Por isso, é importante refletir sobre nossas atitudes... O que percebi é que a Filosofia, quando ministrada de forma correta, proporciona aos estudantes de Ensino Médio e Fundamental um diferencial bastante visível em relação aos outros alunos que não têm esta disciplina em sua grade curricular. Estes alunos, através de uma peça teatral, trouxeram reflexões que muitas vezes passam batido por muitos jovens de suas faixas etárias. Isto se deve ao trabalho destes professores de História e Filosofia que acompanham esse grupo teatral.

No segundo momento, os alunos participaram dos debates sobre o tema das Olimpíadas: "É possível uma sociedade Justa?", sendo que houve várias interações, e constantes participações. Foi um momento bastante rico, e mais tarde desenvolverem outras atividades olímpicas.

Enquanto estava acontecendo esse momento com os alunos, ocorria paralelamente o encontro dos professores. Eles assistiram o vídeo "Educação para o Pensar". Logo após houve um debate bastante produtivo, onde estes professores se reuniram em grupos e discutiram a importância da Filosofia no ato de ensinar e nas nossas próprias vidas.

Penso que foi bastante importante este evento, sendo que proporcionou a mim e aos outros colegas, professores, mães e pais que estavam ali presentes o que é próprio da filosofia: pensar problemas, debatê-los, tentar procurar "soluções" que, muitas vezes, nós adultos não enxergamos, mas que quando colocamos os "óculos" das crianças, como elas sempre dizem, "há solução para tudo", para a desigualdade, a pobreza, a depredação da natureza, enfim , para todos os “males” causados pelos próprios seres humanos.

Acredito que, com esta experiência, saí de lá sabendo o que é este "movimento reflexivo" que constitui o próprio filosofar, vivenciei e aprendi com essas crianças a essência da Filosofia (penso que não existe uma única essência da Filosofia, sendo que existem várias Filosofias).

Abraços

Dayanne Ferreira Santos (Estudante UCS)

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Letícia Luconi

Olimpíada de Filosofia no RS.

Como transpor em palavras um movimento que representa um grupo de pessoas que estão clamando por uma sociedade melhor, um mundo mais justo? Tentávamos pensar em atitudes humanas com nós mesmos e com os outros... E é difícil que as palavras, neste texto, possam dizer o que sentimos naquele dia de sábado, na PUCRS, em que nos unimos em busca de um lugar melhor.

Talvez este lugar melhor exista apenas em nós. Mas, estávamos em uma busca que envolvia alunos, professores, representantes de instituições de ensino, envolvia o outro... Relacionamos-nos e tentamos pensar sobre nosso papel na sociedade, nas nossas possibilidades de ensinar a pensar. Ao ver os alunos exercitarem o pensar e se posicionarem, pensei que este lugar mais justo também deveria pertencer a eles. De alguma maneira a filosofia está presente nas outras disciplinas, para assim despertar o pensar sobre o que é vivido na sala de aula e, conseqüentemente, nas nossas vidas.

O tema da I Filosofia do RS na PUCRS (é possível uma sociedade mais justa?) incomodou, motivou, colocou-nos no lugar de questionar, repensar e refletir novamente com os nossos alunos para, assim, de alguma maneira, estarmos todos no mesmo lugar de construção. Somos parte de uma sociedade que não nos parece ser justa, mas que, a partir de nós, naquele primeiro encontro, inicia-se...

As palavras talvez possam apenas simbolizar o que representou aquele momento de luta, de esperança, de compaixão, de união que nos leva acreditar ser possível uma sociedade mais justa.

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Marelise de Fátima Griebeler Reis (2)

É POSSÍVEL UMA SOCIEDADE JUSTA? (1)

“Conheço muitos que não puderam quando deviam
porque não quiseram quando podiam.”
(François Rabelais)

No dia 22 de novembro deste ano, sábado, saímos da Escola com onze alunos e nove professores para participar da I Olimpíada de Filosofia do RS, na PUC-RS.

Logo que entrei no ônibus pude perceber a alegria dos estudantes. Era a felicidade estampada no rostinho deles, tecida com a curiosidade, a expectativa e, também, um medinho. “O que acontecerá lá, professora?” Fiquei imaginando o que poderia significar para eles a participação na I Olimpíada de Filosofia do RS. Penso que suscitou muita responsabilidade: afinal, eles foram escolhidos para representar a Escola Cinco de Maio, do nosso município Montenegro. O mais importante é que os estudantes estavam lá porque queriam participar. Eles eram livres para não aceitar este desafio, por exemplo, mas estavam presentes. Sinto que outro aspecto inusitado trata do fato deles se integrarem numa Olimpíada de Filosofia sem terem no currículo esta disciplina. Relacionar a Olimpíada às competições, principalmente aquelas que mostram as potencialidades de corpos atléticos, está dentro da normalidade e compreensão. Existem, ainda, as Olimpíadas de Língua Portuguesa e de Matemática, enfim, que testam conhecimentos da área. Mas, e a de Filosofia? Existe um conhecimento certo para ser testado? E onde se encontra este “conteúdo” no ensino e aprendizagem da Escola Cinco de Maio?

Penso que este “conteúdo” se encontra na busca, na vontade dos professores, no desejo deles de fazerem uma educação melhor, de qualidade. E também na receptividade dos estudantes à proposta. Assim, professores e alunos dividiam o espaço do ônibus e suas inquietações... Questionavam-se: “Até que ponto construímos uma postura filosófica no desenvolvimento das propostas de cada disciplina?”

Afinal, há décadas a educação é fonte de discursos, apelos e críticas... As críticas sobre a educação de modo geral são intermináveis, mas é na educação escolar que se deposita a responsabilidade de reformar e/ou transformar a sociedade. E os atores das Escolas tentam! Ah, como tentam! E, considerando as mazelas políticas e sociais de nosso entorno, entendo que conseguimos muitos avanços. A participação nesta Olimpíada retrata estes investimentos. Os professores representam todos os discentes de nossa escola envolvidos no projeto É possível uma sociedade justa? – tema da I Olimpíada de Filosofia do RS. O caminho escolhido para trabalhar este tema foi através de desafios, os quais foram elaborados pelos professores para serem realizados em suas disciplinas. Os desafios propunham a reflexão sobre o assunto, em trabalhos em grupos nas salas de aula, sendo entregues aos alunos através de cartas.

Além dos alunos “resolverem” os desafios, os professores cuidavam para que o clima de confiança, pertencimento e respeito à diversidade de opiniões ocorressem, a fim de oportunizar a participação de todos.

Esta proposta tem uma origem, uma bonita história. Construímos, através da articulação em cursos realizados sobre a Filosofia com Crianças, com o Prof. Dr. Sérgio A. Sardi, em anos anteriores e consecutivos, possibilidades para que a “postura filosófica” fizesse parte do fazer pedagógico, integrada nas disciplinas que compõem o currículo escolar. Contamos, ainda, com um grupo de professoras que apóiam, organizam e realizam eventuais oficinas aos alunos, denominadas Oficinas de filosofia ou Oficinas para brincar de pensar. Nestes espaços os alunos são incentivados a pensar e expressar as suas idéias sobre determinados assuntos, caracterizando a Comunidade de Investigação, proposta na metodologia da Filosofia para Crianças, de Matthew Lipman.

Agora, rumo a Olimpíada!

Chegamos! A abertura do evento acontecia enquanto, simultaneamente, entrávamos. Somávamos a um público diverso em idades e instituições. Curioso! Observei o quanto a escuta atenta aos componentes da mesa se mantinha na platéia... Muito bom!

Depois, a atração era a apresentação de um teatro, com um tema pesquisado por alunos do Ensino Médio de uma das escolas integrantes do evento. De acordo com os professores “diretores” do teatro, o grupo de estudantes pesquisou e escreveu as peças. Brilhante idéia! Maravilha de espetáculo! Os expectadores demonstravam envolvimento no desenrolar da peça. As emoções oscilavam entre a graça e a tristeza, principalmente no desfecho da história: violências, drogas, descasos, enganos... Uma jovem intérprete da peça alerta, no final da apresentação, que a história baseou-se em fatos reais. E que é preciso estar atento: amigos, colegas, pais, filhos, professores... para que esta não se torne a história de outras pessoas.

Hora do almoço. Os estudantes circulavam naquele ambiente, subindo por escadas ou elevador, caminhando em grupos, misturando-se entre outros integrantes da Olimpíada com o estranhamento de estarem em local tão diferente da Escola do Ensino Fundamental... E, ao mesmo tempo, com a alegria demonstrada na leveza e autonomia com a qual caminhavam pra lá e pra cá. Localizaram as salas e se encaminharam para as atividades programadas.

No salão ficaram os professores. Apresentaram-se contando como trabalhavam. Lindo momento. Cada profissional socializou as suas experiências, os métodos e as dificuldades de desenvolverem a disciplina de Filosofia. Logo em seguida as apresentações foram colocadas entre parênteses para assistirem um vídeo produzido pelo Centro de Filosofia Para Crianças, de SP. Término do vídeo. As apresentações saem do parêntese e se estendem, unindo questionamentos provocados sobre o vídeo assistido e as aulas de Filosofia. Pistas das dificuldades em se trabalhar as relações e o pensar com jovens e crianças tão influenciados por esta voraz cultura consumista foram verbalizadas... e, algumas estratégias também. Parece-me que as dificuldades são as mesmas, seja na Filosofia, na Geografia, na História, na Hora do Conto...

Enquanto os estudantes estavam participando das discussões, nos andares superiores, continuava-se com a conversação. Sucede-se uma tarefa em grupo. Os professores trocaram idéias sobre algumas questões e depois socializaram suas respostas. Neste momento percebi que um ensaio do que acontece na Comunidade de Investigação teve início entre os professores, através das falas dos representantes dos grupos. Um deles utilizou o conceito encantar, mais ou menos assim: “nas aulas de filosofia é preciso encantar”. O outro componente sugere: “Mas, o termo encantamento pode estar relacionado à manipulação...” E segue falando de obras e autores que tratam o conceito como tal. Suspende-se a discussão. Recebe-se a notícia de que os “atletas do pensar” estão quase finalizando as suas tarefas... O encerramento está quase iniciando!

De fato, foi tanto envolvimento que o tempo passou rápido, e as trocas poderiam durar por muito mais tempo. Mas, logo os alunos entraram no salão procurando sua turma e professores.

Uma de nossas alunas disse que não queria mais ir embora. Queria ficar lá. Estudar lá. Outra, disse que achou difícil encaixar o que pensava com a maneira com que uma integrante da Comunidade de Investigação falava: “ela falava muito certinho, como, por exemplo, falava em ‘politicamente correto’...” “Mas, a Tauana - a menina segue se referindo à colega da Escola - participou, colocou suas idéias do seu jeito mesmo”. A tranqüilidade do dever cumprido reflete-se no sorriso dos lábios e no brilho do olhar.

Mãozinhas levantadas: a turminha da 5ª série da Cinco de Maio pedia licença para falar. Participaram muito, informou uma das professoras que coordenou este grupo.

Então, será que “é possível uma sociedade justa?” Talvez, através de movimentos semelhantes a este se possa iniciar um tempo em que seja possível, sim.

O Prof. Dr. Sérgio encerrou o evento dizendo que marcamos a história. Outras Olimpíadas virão. Mas, esta foi a primeira, e realizada com a nossa participação... Última foto, registros feitos. O Prof. Sérgio comunicou que os textos elaborados pelos estudantes serão publicados e os certificados serão enviados para as escolas posteriormente.

Voltam todos tranqüilos para as suas cidades e casas, modificados pela experiência.

No retorno, percebi que aquela felicidade, citada lá no início da viagem, encontrava-se, novamente, misturada com a ousadia, o desejo, a vontade, a liberdade e a responsabilidade no semblante do pessoal. Existia aquele “encantamento” no ar...

Agora estou acompanhada da expectativa: teremos outra Olimpíada? Será possível que temas filosóficos continuem abrindo brechas para o desenvolvimento de outros projetos interdisciplinares em nossa escola? Será que a tão desejada qualidade na educação encontra guarida na Filosofia?

Enfim, penso que queremos, podemos e devemos empreender esforços nesta direção.

1) Texto elaborado a partir da experiência em participar da I Olimpíada de Filosofia do RS, na Pucrs, coordenada pelo Prof. Dr. Sérgio A. Sardi.

2) Supervisora Escolar da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cinco de Maio. Montenegro, RS.

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Nei Alberto Pies

Poder e posturas.

"Quero a liberdade, quero o vinho e o pão/ Quero ser amizade, quero amor, prazer/.
Quero nossa cidade sempre ensolarada/ Os meninos e o povo no poder, eu quero ver".
(Milton Nascimento e Fernando Brant)

Como seres sociais, vivemos permanentemente avaliados pelos outros. Assumimos determinados papéis e responsabilidades sociais desde a nossa casa. A partir dos valores que vivenciamos em nossas casas, vamos desenvolvendo habilidades e competências, na permanente relação com os outros. Daí surgem também nossas habilidades técnicas e profissionais. O que também vamos construindo são as nossas posturas diante da nossa vida, diante dos outros e diante do mundo.

A vida em sociedade é regida por relações de poder. Ora somos subordinados a ele, ora somos detentores de um poder que nos foi delegado pelos outros. Gostemos ou não, vivemos numa constante dinâmica de alteração dos poderes. O poder, este fenômeno tão efêmero e contingente, provoca em muitos de nós a vivência da arrogância, numa forte alusão à expressão máxima que diz que quando "se quer conhecer verdadeiramente alguém, dá-lhe poder".

Muitos de nós galgamos espaços sociais que devem estar a serviço do bem-comum e da coletividade. Atuando de forma cidadã, crítica e atuante em organizações da sociedade, nos habilitamos a contribuir para a consecução de políticas públicas em nossas cidades. Esta bagagem (intelectual e cultural) resulta de acúmulo pessoal, mas também é aprendida através da humildade, inteligência, perspicácia e trabalho em equipe. Quando assumimos responsabilidades públicas, sobressaem-se as nossas posturas nas lides e no tratamento com as pessoas que nos procuram como mediação para a solução de seus problemas. Não basta ser competente, é preciso também ter posturas condizentes com os valores da democracia, direitos humanos e respeito à cidadania.

Numa sociedade democrática, como deve ser a nossa, não há idéia mais sensata senão a do poder como um serviço. Estar a serviço dos outros significa disponibilizar nossos conhecimentos e habilidades pessoais para os avanços e conquistas democráticas da coletividade. Seremos democráticos, e prestaremos um bom serviço à comunidade, se capazes de romper posturas já cristalizadas em torno do nosso ego e de nossos interesses estritamente pessoais.

O que somos é resultado de investimentos pessoais e coletivos, também de nossas escolhas. Eduardo Galeano, escritor uruguaio, afirma que "somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos". Se os outros nos julgam e avaliam, deveríamos ser os maiores críticos de nós mesmos. Competências, nós as temos ou construímos. Resta saber quais colaboram com nossa condição de aprendentes e ensinantes: da vida, da cidadania e da democracia.

Como vimos, competências e posturas mexem com as nossas concepções de poder, exercidas em nossa casa, na rua, na escola, no trabalho ou no serviço público (funcionários públicos, vereadores, secretários ou prefeitos). O mundo produziu e experimentou várias concepções de poder, autoritárias ou liberais. Mas Jesus Cristo viveu a práxis (teoria e prática) de sua concepção de poder de forma rica, intensa e coerente. Jesus disse: "Eu vim para servir, não para ser servido". E viveu na prática sua concepção de poder ao lavar os pés de seus apóstolos na noite de sua última ceia, numa clara demonstração de que estava no meio deles como mais um colaborador de uma obra coletiva.

Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.

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